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Mostrando postagens com o rótulo Eleições 2012

ABSTENÇÃO, NULOS E BRANCOS DISPARAM EM SAMPA

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N a eleição para prefeito de São Paulo havia duas certezas: a chegada de José Serra no 2º turno; sua derrota final. Os sucessivos e cada vez mais insatisfatórios mandatos dos tucanos e seus aliados, no Estado e na cidade de São Paulo, saturaram o eleitorado. Com enorme rejeição, Serra jamais conseguiria remar contra esta maré. Seu eleitorado cativo só lhe permitiria levar a disputa para a prorrogação, tornando-se, a partir daí, presa fácil para o adversário. Mais: os eleitores ansiavam pelo  novo . Muito se falará sobre o talento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem para eleger postes, mas a sorte desempenhou papel importante. O espaço da novidade foi imediatamente ocupado por Celso Russomanno, beneficiando-se do prestígio televisivo e do apoio da Igreja Universal. Sua arrancada fulminante impediu que um  novo   mais consistente (e menos identificado com a velha podridão) se afirmasse. Nas duas semanas que antecederam o 1º turno...

VOTO NULO É OBRIGATÓRIO NA ELEIÇÃO PAULISTANA

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Por Celso Lungaretti H á posicionamentos díspares no PSOL sobre se os filiados devem votar nulo ou praticar o voto útil neste domingo. Como não falo pelo partido nem me considero suficientemente informado sobre o quadro nacional, vou opinar somente sobre o contexto paulistano. José Serra iniciou, como governador, a montagem de um embrião de estado policial no Estado e na cidade de São Paulo, transformados num verdadeiro laboratório de testes de fórmulas fascistizantes; votar nele é impensável . Fernando Haddad não se propôs, como candidato, a lutar contra tal escalada autoritária, nem assumiu o compromisso de exonerar imediatamente os 30 subprefeitos (de um total de 31) que são oficiais da reserva da Polícia Militar; votar nele é inútil , pois quem faz  campanha de consumo   governa como  prefeito do sistema , não como prefeito ideologicamente coerente. O PT hoje é um partido reformista. Quer apenas atenuar os malefícios do capitalismo, te...

O SONHO NUNCA ACABA

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Celso Lungaretti P ara quem tem uma longa estrada atrás de si, o aniversário convida à reflexão, a fazer um inventário dos sonhos concretizados, pendentes e desfeitos. Mais ainda quando, como é o meu caso, ocorre exatamente na véspera de um dia decisivo: no domingo saberei se o meu último sonho terá sido, parafraseando meu velho amigo Raulzito, um sonho que sonhei só ou um sonho que se sonha junto e vira realidade. Como estou desde os 17 anos empurrando pedras para o topo da montanha e várias vezes elas despencaram (algumas de forma extremamente sofrida, como quando tantos  imprescindíveis  se imolaram numa guerra impossível de ser vencida), não encaro uma eventual derrota como tragédia. O importante é lutarmos pelos objetivos corretos, de forma íntegra e dando o melhor de nós. Até porque os combatentes da justiça social e da liberdade perseguimos um ideal milenar, sem que a vitória até agora nos sorrisse. Aproximamo-nos e distanciamo-nos dela, ape...

DEMOCRACIA À MODA DA 'FOLHA' É, ELA SIM, UMA DITABRANDA

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Por Celso Lungaretti O s dirigentes municipais do PSOL decidiram não questionar juridicamente o boicote da Folha de S. Paulo à coligação PSOL/PCB, ao organizar  seletivamente   o debate de candidatos a vereador que realizou na tarde de 3ª feira (2) e publicará no próximo domingo (7).   O jornal convidou apenas os representantes das "cinco principais coligações nas eleições municipais deste ano e o partido do prefeito, Gilberto Kassab", quais sejam: Luíza Nagib Eluf (PMDB), Andrea Matarazzo (PSDB), Ricardo Young (PPS), Nabil Bonduki (PT), José Police Neto (PSD) e Celso Jatene (PTB). Segundo o parecer legal que embasou decisão do PSOL, não prevaleceriam neste caso as regras dos debates em rádio e TV. Seria encarado juridicamente como uma mera coleta de informações para a produção de um texto jornalístico. Trata-se, enfim, de mais uma iniciativa discricionária que, mesmo não sendo ilegal, é flagrantemente imoral .  Democracia não existe sem oportu...

A DESPOLITIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES É UM ARTIFÍCIO PARA TORNÁ-LAS INÓCUAS

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Por Celso Lungaretti A o refletir sobre a minha candidatura, cheguei a conclusões mais gerais, que podem servir para todos os candidatos verdadeiramente de esquerda, daí eu estar compartilhando tais reflexões. O que um vereador de esquerda pode fazer, HOJE , pela cidade de São Paulo? Apresentar projetos justos e necessários, que são sistematicamente inviabilizados pela maioria de direitistas, reformistas e fisiológicos? Discursar e votar contra projetos das bancadas direitistas, reformistas e oportunistas, que acabam por ser aprovados, por mais que se escancarem seus defeitos e impropriedades? Pedir o impeachment do prefeito como ato simbólico, pois, mesmo havendo carradas de razões para o impedimento, será negado? Então, quais os objetivos de quem é de esquerda e se propõe a ser vereador de São Paulo? Os imediatos são os de mudar a correlação de forças na Câmara Municipal e contribuir para a eleição de um prefeito de esquerda. Como fazer isto, igualando...

EU, CELSO L., 61 ANOS, EX-RESISTENTE, TORTURADO E...VEREADOR?!

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S ou o candidato a vereador nº 50005 da cidade de São Paulo, pelo Partido Socialismo e Liberdade. Os que acompanham minha trajetória, provavelmente estranharão: por que entrar na política oficial aos 61 anos, depois de uma jornada tão atribulada? Não deveria estar curtindo esta fase tranquila da vida familiar, dedicando-me às filhas e netos? Parafraseando Brecht: eu não consigo agir assim. Os objetivos que, aos 16 anos, me motivaram a contestar uma ditadura sanguinária ainda não foram atingidos. Nem considero este Brasil com democracia tão imperfeita e desigualdade tão gritante suficiente para justificar a perda de 20 companheiros estimados e os terríveis sofrimentos impostos a tantos outros. Como sobrevivente de uma luta que tragou alguns dos melhores cidadãos que este país já produziu, assumi o compromisso de dedicar o resto dos meus anos aos ideais pelos quais eles se sacrificaram. Foi assim que em 1986, mesmo sem as facilidades da inte...