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Mostrando postagens com o rótulo PCB

FERREIRA GULLAR E SEU VERSO DE PÉ QUEBRADO SOBRE A DILMA

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Gullar: visão distorcida da guerrilha. O  poeta, crítico de arte e cronista Ferreira Gullar, um dos papas do neoconcretismo, fez uma análise polêmica da personalidade de Dilma Rousseff, no seu artigo dominical intitulado  Hora da Verdade : " Atrevo-me a pensar que ela tem dificuldade em se ligar objetivamente com o mundo real. A sua participação num grupo guerrilheiro, que assaltava bancos para, com o dinheiro roubado, financiar a guerrilha, não é propriamente sinal de bom senso. Não pretendo, ao dizer isso, desconhecer a generosidade e a coragem dos que se atreveram a tal proeza, mas, a meu juízo –e como os fatos mesmos comprovaram–, tal opção estava longe da sensatez e da objetividade.  Pois bem, minha tese é que a Dilma que optou pela guerrilha ainda está presente na Dilma de agora. Certamente não pretende desencadear um movimento armado contra o governo de Michel Temer, embora o tom de seus discursos, ao deixar o palácio do Planalto, desse a entender que sair...

QUE MORAL O PSOL SEGUE, A NOSSA OU A DELES?

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Foi assim em 2006. Estará sendo produzido um  remake ? O  companheiro Eduardo Rodrigues Vianna pede a minha opinião a respeito do comportamento do PSOL, que outrora ia às ruas repudiar a chamada  cláusula de barreira  e agora, dando uma guinada de 180º, alinhou-se com as forças políticas majoritárias. Na primeira votação na Câmara Federal, os quatros deputados psolistas (Chico Alencar, Edmilson Rodrigues, Ivan Valente e Jean Wyllys) surpreendentemente concordaram com a pretensão de se privar, tanto do tempo de televisão quanto dos recursos do fundo partidário, os partidos sem nenhum representante no Congresso Nacional.  Tratando-se de uma proposta de emenda à Constituição, haverá ainda uma segunda votação na Câmara e duas no Senado --três chances de se rechaçar a também conhecida como  cláusula de exclusão . E o STF poderá novamente considerá-la inconstitucional, como o fez, por unanimidade, em 2006. Em termos práticos, os quatro votos...

ESPECIAL: "O DIA DA GRANDE MENTIRA (a farsa)"

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GOULART FOI DERRUBADO PELO  PIPAROTE  DE UM  MAD DOG  FARDADO O   que há, ainda, para se dizer sobre o infausto cinquentenário do golpe de 1964? Tantos e tantos já escreveram, alguns com conhecimento de causa, muitos com conhecimento livresco e um contingente maior ainda baseando-se nos panfletos pró e contra que infestam a internet... Aos intelectualmente honestos e medianamente perspicazes não escapa a obviedade de que a conspiração direitista vinha de longe e quase emplacara quando da destrambelhada renúncia de Jânio Quadros.  O dispositivo golpista, contudo, ainda não estava pronto e a tentativa de aproveitamento de uma oportunidade de ocasião se revelou precipitada.  As principais mudanças ocorridas entre agosto de 1961 e o  dia da grande mentira  em 1964 foram: depois que o caipirão Lyndon Johnson herdou a presidência dos EUA, os  pratos feitos  da CIA voltaram a ser engolidos na Casa Branca (dificilmente Jo...

UM ESPECTRO RONDA A ESQUERDA PALACIANA: O BLACK BLOC

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Por Celso Lungaretti A o qualificar estridentemente os black blocs de "fascistas" (o que não são), a presidenta Dilma Rousseff tenta justificar a postura autoritária do seu governo, de estimular enrijecimentos repressivos e penais. Omite, contudo, que eles estão ocupando um espaço aberto pela domesticação da esquerda tradicional, que hoje nem sequer pronuncia mais a palavra  revolução  -tão cooptada está pelo capitalismo e tamanha é sua obsessão em se mostrar inofensiva para os inimigos de outrora, visando manter e aumentar cada vez mais suas  boquinhas  na democracia burguesa. Para quem aspira apenas a gerenciar o capitalismo pelo máximo possível de mandatos, os black blocs não passam de um empecilho, e como tal são tratados.  Chama a polícia! Para quem não abdicou dos ideais revolucionários em troca de um poder ilusório e subalterno, eles se constituem, isto sim, numa dura acusação: suas ações, algumas das quais desatinadas, são consequência de n...

GASPARI REPETE AS FALÁCIAS DAS VIÚVAS DA DITADURA

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Por Celso Lungaretti De vez em quando o Elio Gaspari toma emprestado o chapéu do Reinaldo Azevedo ... E lio Gaspari, napolitano radicado no Brasil há quase sete décadas, é um homem de esquerda que, em 1968 e anos seguintes, abominava os movimentos contestatórios que sacudiam o mundo.  Assim como o genovês Mino Carta, mantinha-se devoto do comunismo desvirtuado e burocratizado que  se desmanchava no ar, esfarelando-se sob o impacto das duas grandes primaveras, a de Paris e a de Praga. Virou as costas à juventude mais combativa que o Brasil já produziu e está resmungando até hoje contra quem verdadeiramente lutou, enquanto seus camaradas se omitiam e até sabotavam a resistência heroica que uns poucos Davis opúnhamos à legião de Golias da ditadura militar. Nunca esquecerei o desgosto que nos causava receber notícias de morte ou torturas de companheiros queridos, simultaneamente com relatos dos esforços mesquinhos da direção do PCB para convencer seus militantes...