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FOLHA DE S. PAULO = MACARTISMO À BRASILEIRA

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Leitores mandaram cartas à redação, articulistas espalharam textos na internet e a Folha de S. Paulo , como sempre, não deu a mínima: foi este o saldo da mais recente aparição do comandante de um dos piores centros de tortura dos anos de chumbo nas páginas do autoproclamado maior jornal brasileiro. Sem que Carlos Alberto Brilhante Ustra tivesse sido sequer citado no artigo de Pérsio Arida que a Piauí publicou, a Folha , generosamente, disponibilizou seu espaço de Opinião para que ele apresentasse uma refutação que deveria, isto sim, ter encaminhado à própria revista. A ombudsman Suzana Singer ainda saiu-se com esta : " Para a decepção de muitos, defendo a iniciativa, condizente com o pluralismo expresso no projeto editorial da Folha , de dar visibilidade à versão do ex-comandante do DOI-Codi, mesmo sabendo-se que funcionava ali uma central de tortura. E tendo consciência também que, se estivéssemos nos anos 70, ele não defenderia o meu direito de expressão. Na ditadura, v...

OS ARAPONGAS DO PATRULHAMENTO CRICRI

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A opção é entre a obra de Monteiro Lobato... Depois de escorraçados pelos cultos, libertários e (consequentemente) antípodas da censura no final de 2010, os patrulheiros cricris contra-atacaram da forma mais sórdida possível, desencavando cartas em que Monteiro Lobato  expressou conceitos racistas. Ora, em nenhum momento estiveram em questão as opiniões que o grande escritor, o grande defensor dos interesses nacionais e o grande adversário da ditadura getulista remoía na intimidade.  Além de inquisidores, os patrulheiros cricris são bisbilhoteiros, comportando-se como repulsivos arapongas. Igualmente, a grandeza da obra de Jorge Luis Borges não foi destruída pelo seu apoio a uma ditadura argentina -- embora isso nos tenha levado a perder o respeito por ele como homem. No caso de Lobato, a coisa fede: ele nunca fez proselitismo contra os negros, mas, pelo contrário, compôs sua inesquecível Tia Nastácia como uma personagem extremamente humana, simpática, generosa e sábi...