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Mostrando postagens com o rótulo José Serra

AS RODAS DA HISTÓRIA GIRAM E A FASCISTIZAÇÃO DA USP É DETIDA

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Por Celso Lungaretti H á companheiros que igualam a atual democracia a serviço dos poderosos à ditadura de 1964/85. Geralmente, os que nasceram depois dos  anos de chumbo  ou eram muito jovens para guardarem uma lembrança mais precisa do arbítrio. Um pequeno exemplo da diferença entre os dois períodos históricos acaba de ser dado pelo governador Geraldo  Opus Dei  Alckmin. Em novembro de 2009, o então governador José Serra, prestes a fazer uma campanha presidencial de orientação acentuadamente direitista, escolheu para reitor da Universidade de São Paulo o segundo colocado na lista tríplice que lhe foi submetida: João Grandino Rodas, menina dos olhos da Tradição, Família e Propriedade. Rodas tinha o pior currículo possível e imaginável. Como diretor da Faculdade de Direito da USP, requisitou em agosto de 2007 a entrada da tropa de choque da PM para a expulsão de manifestantes que haviam ocupado o prédio em função da Jornada em Defesa da Educação...

BATALHA DE NETOS NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

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Por Celso Lungaretti Campos flerta com o empresariado. O que Arraes diria? A  eleição presidencial de 2014 poderá incluir uma batalha dos netos: o do comunista Miguel Arraes (Eduardo Campos, PSB) contra o do conservador Tancredo Neves (Aécio Neves, PSDB). O primeiro avô, um bravo guerreiro, resistiu como pôde aos golpistas de 1964.  O segundo avô é suspeito de, embora fosse oposicionista (moderado), haver tramado a derrota das  diretas-já , para depois obter a Presidência da República pela via indireta.  Político sem carisma para uma vencer uma disputa nacional nas urnas (nem de longe era páreo para Leonel Brizola), teria fechado acordo com aqueles filhotes da ditadura dispostos a tudo para manterem-se no poder após a derrocada da dita cuja. Até de votarem contra a Emenda Dante de Oliveira e, no momento seguinte, darem uma guinada de  180º,  abandonando a canoa furada dos fardados e indo ajudar o Maquiavel de Minas a ser vitorioso no col...

ABSTENÇÃO, NULOS E BRANCOS DISPARAM EM SAMPA

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N a eleição para prefeito de São Paulo havia duas certezas: a chegada de José Serra no 2º turno; sua derrota final. Os sucessivos e cada vez mais insatisfatórios mandatos dos tucanos e seus aliados, no Estado e na cidade de São Paulo, saturaram o eleitorado. Com enorme rejeição, Serra jamais conseguiria remar contra esta maré. Seu eleitorado cativo só lhe permitiria levar a disputa para a prorrogação, tornando-se, a partir daí, presa fácil para o adversário. Mais: os eleitores ansiavam pelo  novo . Muito se falará sobre o talento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem para eleger postes, mas a sorte desempenhou papel importante. O espaço da novidade foi imediatamente ocupado por Celso Russomanno, beneficiando-se do prestígio televisivo e do apoio da Igreja Universal. Sua arrancada fulminante impediu que um  novo   mais consistente (e menos identificado com a velha podridão) se afirmasse. Nas duas semanas que antecederam o 1º turno...

VOTO NULO É OBRIGATÓRIO NA ELEIÇÃO PAULISTANA

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Por Celso Lungaretti H á posicionamentos díspares no PSOL sobre se os filiados devem votar nulo ou praticar o voto útil neste domingo. Como não falo pelo partido nem me considero suficientemente informado sobre o quadro nacional, vou opinar somente sobre o contexto paulistano. José Serra iniciou, como governador, a montagem de um embrião de estado policial no Estado e na cidade de São Paulo, transformados num verdadeiro laboratório de testes de fórmulas fascistizantes; votar nele é impensável . Fernando Haddad não se propôs, como candidato, a lutar contra tal escalada autoritária, nem assumiu o compromisso de exonerar imediatamente os 30 subprefeitos (de um total de 31) que são oficiais da reserva da Polícia Militar; votar nele é inútil , pois quem faz  campanha de consumo   governa como  prefeito do sistema , não como prefeito ideologicamente coerente. O PT hoje é um partido reformista. Quer apenas atenuar os malefícios do capitalismo, te...

SERRA ESCORREGA DE NOVO. E TOMBA SOBRE SEU PASSADO

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Por Celso Lungaretti J osé Serra perdeu o equilíbrio de novo. Fez triste figura mais uma vez. Desonrou novamente os ideais de outrora. Embora tenha terceirizado o ataque jurídico e verbal contra o blogue Conversa Afiada   (do Paulo Henrique Amorim) e o site Luís Nassif OnLine , as responsabilidades política e moral são dele, Serra. Só dele. Pessoais e intransferíveis. Pois foi em benefício de sua candidatura que o PSDB fez uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral, pedindo investigações... com o evidente objetivo de promover intimidações! E foi para evitar que Serra aparecesse como paladino da imposição da censura na internet, qual um  velho cavalheiro indigno   (1) a clamar pela volta da Dª Solange (2) , que o presidente tucano Sérgio Guerra incumbiu-se de tentar justificar o injustificável nos papos com a imprensa. Assim como era seu vice, Índio da Costa, quem cortejava os eleitores de extrema-direita durante a campanha eleitoral de 2010,...

DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS É PRIORIDADE MÁXIMA EM SP

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Por Celso Lungaretti Cinco anos se passaram desde que, tentando enfiar goela adentro da comunidade uspiana quatro decretos autoritários, o então governador José Serra deu o pontapé inicial numa escalada de arbitrariedades que foi intensificando-se cada vez mais, até chegarmos às recentes e gravíssimas violações dos direitos humanos em São Paulo. Então, ao promover um seminário sobre os DH em Sampa, o PSOL almeja algo bem maior do que o aprimoramento do seu programa, visando futuras disputas eleitorais: quer estimular os outros agrupamentos verdadeiramente de esquerda a também priorizarem a luta contra a barbárie e o retrocesso, inscrevendo-a em suas diretrizes e abrindo-se a iniciativas de união das forças progressistas para o enfrentamento do inimigo comum. Há várias formas de avaliarmos tais episódios: podemos, p. ex., vê-los como consequência dos excessos e provocações dos remanescentes da ditadura militar até hoje enquistados na máquina governamental; como ...

MINISTRA MARIA DO ROSÁRIO REPUDIA ELOGIOS DA ROTA À DITADURA

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A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosario, ficou indignada ao tomar conhecimento da retórica ditatorial adotada no site do 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar (Rota), abrigado no Portal do Governo de São Paulo: " Eu me senti aviltada por isso, uma página oficial de um governo estadual, no período democrático, que faz uma homenagem à deposição de um presidente legitimamente eleito [João Goulart]. Tenho certeza de que o governador Geraldo Alckmin vai tomar as providências que se impõem " . Segundo ela, trata-se de "uma estrutura do Estado de São Paulo, não se pode comemorar o golpe, não se pode comemorar a violação do estado democrático de direito, sob pena de se plantar novas violações". Maria do Rosário prometeu discutir o assunto pessoalmente com Alckmin. A Rota também se ufana do papel por ela desempanhado na perseguição aos resistentes que pegaram em armas contra a ditadura e o terrorismo de estado implantados pelo golpe militar de 1964. Venho que...

BALANÇO DE UMA PEQUENA CRUZADA CONTRA O ARBÍTRIO E A BARBÁRIE

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Aos companheiros e amigos, depois de uma luta de dois anos e meio, finalmente consegui colocar na vitrine política o fato de que a Rota -- unidade das mais truculentas da Polícia Militar de SP -- mantém em sua página virtual, abrigada no portal do Governo paulista, elogios à sua própria atuação na derrubada de um presidente legítimo (João Goulart) e na perseguição aos resistentes que confrontavam a tirania instituida pela quartelada de 1964. Com a interpelação que o dep. Carlos Giannazi  acaba de dirigir ao governador Geraldo Alckmin,  a absurda permanência deste entulho autoritário não poderá mais ser ignorada, como o vinha sendo até agora, apesar das cartas abertas que eu escrevi ao próprio Alckmin, a Alberto Goldman e a José Serra, em seus respectivos mandatos; das mensagens a secretarias do Governo; da interpelação a Serra numa sabatina da Folha de S. Paulo ; da petição on line que está no ar; e dos 17 artigos em que abordara ou fizera referência ao assunto ( vide rela...

ENTULHO AUTORITÁRIO NO SITE DA ROTA NÃO INCOMODA ALCKMIN

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No Portal do Governo do Estado de São Paulo , o internauta tem acesso à página virtual do 1º Batalhão de Polícia de Choque - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - Rota . E nesta, clicando em Histórico do BTA , encontrará: " Marcando, desde a sua criação, a história desta nação, este Batalhão teve seu efetivo presente em inúmeras operações militares, sempre com participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens, podendo ser citadas, dentre outras, as seguintes campanhas de Guerra: Campanha do Paraná, em 1894 Questão dos Protocolos, em 1896 Guerra de Canudos, em 1897            Levante do Forte de Copacabana, em 1922         Revolução de 1964, quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, apoiando a sociedade [os grifos são meus] e as Forças Armadas, dando início ao regime militar com o Presidente Castelo Branco Campanh...

PRAZER EM TE REENCONTRAR, COMPANHEIRA VANDA!

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Sem falsa modéstia, acertei em praticamente tudo que escrevi sobre a campanha e o resultado do 2º turno da eleição presidencial. Leitores contrariados com a derrota demotucana, entretanto, correram a me rotular de "petista", forma bem brasileira de desqualificar argumentações irrespondíveis. No terreno minado em que se transformou o debate político na internet, não há mais espaço para nuances e sutilezas. Caímos no maniqueísmo total: reduz-se tudo a uma disputa entre o Bem e o Mal, só diferindo o entendimento sobre quem seja o  mocinho  e quem seja o bandido. Para veteranos de outros carnavais, entretanto, há uma infinidade de tons entre o branco e o negro. Foi assim que aprendemos a pensar a realidade e a direcionar nossas ações. Não mudarei para satisfazer o primarismo de ninguém. Pois, mais do que êxitos, ganhos e prestígio, o que me importa é a coerência. Sou capaz de suportar a reprovação generalizada, quando intimamente sei que estou certo. Nem imagino o que acon...

VEJA... E GARGALHE!!!

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Celso Lungaretti (*) "Eu assisti de camarote o teu fracasso, palhaço, palhaço!" (Benedito Lacerda)  Na edição que entrou em bancas no dia 16/10/2010, a revista Veja dedicou sua matéria de capa a um bizarro exercício de futurologia e lobbismo, ao proclamar que a eleição presidencial seria decidida em Minas Gerais, graças ao "poder de Aécio". O ridículo começou pela capa, apresentando Aécio como Super-Homem, e se derramou pelas páginas internas, nas quais se garantia que "Aécio move a montanha" (título da matéria). Eis alguns trechos: "Ao fazer seu sucessor no governo de Minas Gerais, o senador eleito Aécio Neves demonstrou sua enorme capacidade de transferir votos. Agora, ele quer repetir o feito em favor de José Serra. O resultado desse esforço poderá definir o futuro presidente da República. "A eleição presidencial de 2010 será decidida em Minas Gerais. Três razões justificam essa afirmação. A primeira é que Minas, o segundo maior colégi...

CRÔNICA DA VITÓRIA ANUNCIADA

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Celso Lungaretti (*) Quem acompanha meu trabalho, não precisou esperar até este domingo (31/10) para saber quem venceria a eleição presidencial. Doze dias antes, em 19 de outubro, eu cantei a bola, no meu artigo O diabo trapaceou Serra: tomou-lhe a alma sem dar nada em troca : "...Serra não encontrou o mapa da mina. "...Uma mudança surpreendente do quadro só seria possível se Serra fosse um personagem eletrizante; mas, seu estilo é de quem está sempre explicando o óbvio a estudantes burrinhos. "O aborto (...) da hipotética virada já começa a se evidenciar nas pesquisas eleitorais. "Pior que a derrota será a decepção causada por Serra àqueles que ainda acreditavam nele. "Aceitar o apoio e beneficiar-se da baixaria das correntes virtuais ultradireitistas, fazer promessas demagógicas como a do salário mínimo de R$ 600 e colocar uma questão religiosa no centro da campanha o deixou com a imagem de quem pisa até no pescoço da mão para chegar à Presidência. ...

CRICRI, TROLOLÓ, LERO-LERO E CONVERSA MOLE

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Celso Lungaretti (*) Depois do debate eleitoral (promovido por um pool de emissoras de TV) que decidiu -- ou pareceu ter decidido -- a eleição presidencial de 1989, a Rede Globo deve ter unilateralmente resolvido evitar que isto acontecesse de novo, nem que fosse preciso matar de tédio os telespectadores. Está conseguindo. O certo é que agora monopoliza a data estratégica da antevéspera do 2º turno, mas não para promover debates, e sim chatíssimas sabatinas dos presidenciáveis, que são inquiridos por eleitores indecisos de todos os Estados. Então, não se discute política propriamente dita, mas, tão somente, propostas administrativas que vêm ao encontro das aspirações dos eleitores, aferidas nas pesquisas qualitativas (pouco importando que sejam inexequíveis e virem letra morta depois...) e miudezas ridículas. Às vezes dava a impressão de que, ao invés de um presidente, escolhia-se um síndico. Bom para quem tem confortável vantagem, como Dilma Rousseff. O formato condiciona a que n...

RETROCESSO EVITADO, A PRIORIDADE SERÁ DESLANCHAR O AVANÇO

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Celso Lungaretti (*) Como não há mal que sempre dure, chegará ao fim neste domingo a campanha presidencial mais tediosa e deseducativa desde que o Brasil voltou à civilização, em 1985, depois de 21 anos de trevas. O ritual democrático desta vez ficou em descompasso com o estado de ânimo do povo brasileiro. Vivendo seu melhor momento econômico das últimas décadas, com mais empregos, mais ganhos, mais consumo e perspectivas douradas pela frente (pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíada), o que nossa gente queria mesmo era manter Lula na Presidência. Felizmente, ele fechou os ouvidos ao canto das sereias, não consentindo numa mudança das regras do jogo. A segunda reeleição, com certeza, seria legitimada por um plebiscito e pela previsível avalanche de votos... trazendo consigo, entretanto, o espantalho do chavismo, pretexto pelo qual há muito anseiam as correntes mais nocivas e retrógradas deste país, sempre à cata de uma oportunidade para reeditarem 1964. Dilma Rousseff foi a aposta de L...