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Mostrando postagens com o rótulo terrorismo

OS CARNICEIROS DO ESTADO ISLÂMICO MATAM PORQUE GOSTAM DE MATAR

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Um artigo de Celso Lungaretti . M eus leitores habituais já sabem que tenho ojeriza profunda aos fanáticos religiosos que exumaram e exacerbaram o terrorismo clássico. Vale a pena explicar os motivos. Ao contrário de considerável parcela dos articulistas ditos de esquerda, li muito Marx, Engels, Lênin e Trotsky nos meus anos de formação política. E aprendi que a abolição do capital e o fim da sociedade de classes seriam o coroamento da marcha civilizatória, o final de uma longa caminhada das trevas para as luzes, do tacão da necessidade para a plenitude da liberdade. Então, como os autores citados, só posso considerar patética a tentativa de fazer o relógio da História retroceder à Idade Média, quando os pastores de cabras aceitavam que a idiotia religiosa regesse cada esfera da vida social e da moral individual, e acreditavam que dizimar  infiéis  lhes abriria as portas do paraíso.  Desde o aiatolá Khomeini, sou totalmente contrário ao oportunismo da...

SER OU NÃO SER CHARLIE? SER OU NÃO SER CIVILIZADO?

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"...assim, mal dividido, esse mundo anda errado: que a Terra é do homem, não é de Deus nem do diabo" (Sérgio Ricardo,  O  sertão vai virar mar ) A pollo Natali, meu amigo há décadas e ex-colega de redação na  Agência Estado , é um dos grandes jornalistas e dos melhores seres humanos que conheço. Sua opinião terá sempre lugar e vai ser sempre respeitada nos meus espaços virtuais, daí eu ter concordado imediatamente com o pedido de publicação do artigo  Não sou Charlie  (acesse  aqui ), expressando seu descontentamento, como religioso, com filmes e publicações que lhe parecem inconvenientes. Também tenho, claro, algumas palavras a dizer. Não se nega aos crentes o direito de sentirem-se ofendidos, mas vale lembrar que nenhum deles é obrigado a ler o  Charlie Hebdo  ou ver  A última tentação de Cristo . Os que o fizeram, provavelmente, foi em função do falatório e das polêmicas, para verificarem se era ou não verdade o que se diz...

QUEM NÃO É CHARLIE ESTÁ PERDENDO O TREM DA HISTÓRIA

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Por Celso Lungaretti O martírio de Alexandre Ulianov  motivou... A o nascerem, tanto o marxismo quanto o anarquismo prometiam conduzir a humanidade a um estágio superior de civilização. A proposta de ambos era a de um melhor aproveitamento do potencial produtivo existente, direcionando-o para a promoção da felicidade coletiva, ao invés de desperdiçá-lo em desigualdade e parasitismo. A hipótese anarquista nunca foi testada: não houve país em que cidadãos livres organizassem, por tempo suficiente para extrairmos conclusões, a economia e a sociedade sem a tutela do estado. A hipótese marxista não foi testada da forma como seus enunciadores previam: em países cujas forças produtivas estivessem plenamente desenvolvidas. Nas duas nações ditas socialistas que realmente contam, a revolução teve de cumprir uma etapa  anterior , qual seja a de acumulação primitiva do capital, já que se tratava de países ainda desprovidos da infra-estrutura básica de uma economia ...

RESCALDO DE UM ATENTADO DEBILÓIDE

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O filósofo Vladimir Safatle continua sendo responsável por alguns dos fugazes lampejos de vida inteligente que ainda encontram brecha no  inferno pamonha   engendrado pela indústria cultural. No artigo Um fantasma na Europa , ele disseca o atentado norueguês com base nas leituras que Theodor Adorno e Max Horkheimer fizeram do totalitarismo contemporâneo, acertando na mosca: " ...o fascismo conseguira se colocar como um modelo de forma de vida. No caso, uma forma de vida constituída através da transformação de comportamentos patológicos em norma social, de temáticas que normalmente aparecem em delírios paranoicos no conteúdo de discursos políticos tacitamente aceitos. Assim, delírios de perseguição se normalizavam por meio da crença de que um elemento estranho estava infectando a bela totalidade de nosso corpo social. Elemento que destruiria, com o beneplácito de cosmopolitas ingênuos, nosso caráter nacional naquilo que ele teria de mais especial. Força e disciplina eram con...