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Mostrando postagens com o rótulo Sérgio Ricardo

UM MARCO ALCANÇADO E A PROFISSÃO DE FÉ DE UM BLOGUE DE RESISTÊNCIA

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Por Celso Lungaretti A s visualizações de página do blogue  Náufrago da Utopia  acabam de chegar à casa de 2 milhões.  Não sei dimensionar a importância deste total em termos de blogosfera, mas eis alguns dados para os leitores poderem aquilatar por si mesmos: — o blogue existe desde 8 de agosto de 2008;  — tem 3.900 posts publicados;  — conta com 620 seguidores;  — vem mantendo nos últimos meses uma média de 1.600 acessos diários;  — tais acessos provêm principalmente do Brasil (91,4%), EUA (3,7%), Portugal (1,4%) e França (0,5%). Sejam ou não significativos tais números, a sensação que eles trazem a esta diminuta equipe (eu e os colaboradores permanentes Apollo Natali e Dalton Rosado) é de dever cumprido. No meu caso e no do Apollo, o de continuarmos sendo jornalistas, fiéis à nossa missão de disponibilizarmos a verdade aos cidadãos comuns para que os poderosos não imponham tão facilmente as versões e aná...

É HORA DE TERMOS NOVAMENTE O CÉU COMO BANDEIRA E DE VOLTARMOS A TOMAR A HISTÓRIA NA MÃO!

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N o início do ano letivo de 1968, sem que ninguém esperasse, a repressão da ditadura atacou com bestialidade extrema um restaurante para estudantes carentes no Rio de Janeiro, acabando por matar a tiros um secundarista de apenas 16 anos, Edson Souto. O movimento estudantil brasileiro, que tinha sido praticamente extinto pela repressão em 1964, já tentara renascer nas chamadas   setembradas    de 1967, mas a violência dos usurpadores do poder novamente havia prevalecido. Em março de 1968, no entanto, os estudantes voltaram às ruas... para ficarem! Com   a certeza na frente , tentando tomar   a História na mão , marcaram fortemente sua presença ao longo do ano. Aprofundando um pouco a análise, podemos dizer que o final da década de 1960 marca a transição da sociedade rígida e patriarcal, característica da fase da industrialização, para o amoralismo da sociedade de consumo, em que tudo e todos devem estar disponíveis para o  mercado ....

TEXTOS, VÍDEOS E FOTOS RESGATAM O PERÍODO MAIS MARCANTE DA NOSSA MÚSICA EM TODOS OS TEMPOS.

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Trabalhando numa editora de publicações musicais entre 1979 e 1984, fiz aprofundadas pesquisas sobre os grandes festivais de MPB e o programa "O Fino da Bossa", para redigir os textos de edições dedicadas a cada um desses temas.  Depois, em 1983, reuni o que havia de mais significativo nesse material todo no nº 54 da revista "Especial". Exatamente por dar uma visão ao mesmo tempo sintética e abrangente do período mais fértil e criativo de toda a história da música brasileira, foi a versão de 1983 que decidi digitar e editar para o blogue. Nas últimas cinco semanas, repostei a série inteira, com um acréscimo importante: os vídeos que hoje estão disponibilizados no Youtube, permitindo que uma nova geração de leitores tome contato de forma bem mais direta com o passado relatado nos textos e registrado nas fotos ( Celso Lungaretti ).  Eis os posts: O PRIMEIRO GRANDE FESTIVAL COMPLETA 50 ANOS B rasil, 1965. A repressão que se abater...

SER OU NÃO SER CHARLIE? SER OU NÃO SER CIVILIZADO?

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"...assim, mal dividido, esse mundo anda errado: que a Terra é do homem, não é de Deus nem do diabo" (Sérgio Ricardo,  O  sertão vai virar mar ) A pollo Natali, meu amigo há décadas e ex-colega de redação na  Agência Estado , é um dos grandes jornalistas e dos melhores seres humanos que conheço. Sua opinião terá sempre lugar e vai ser sempre respeitada nos meus espaços virtuais, daí eu ter concordado imediatamente com o pedido de publicação do artigo  Não sou Charlie  (acesse  aqui ), expressando seu descontentamento, como religioso, com filmes e publicações que lhe parecem inconvenientes. Também tenho, claro, algumas palavras a dizer. Não se nega aos crentes o direito de sentirem-se ofendidos, mas vale lembrar que nenhum deles é obrigado a ler o  Charlie Hebdo  ou ver  A última tentação de Cristo . Os que o fizeram, provavelmente, foi em função do falatório e das polêmicas, para verificarem se era ou não verdade o que se diz...