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Mostrando postagens com o rótulo Passe Livre

GOVERNO QUER FIM DA TRUCULÊNCIA POLICIAL

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Por Celso Lungaretti É  tão exemplar e fundamental para a democracia brasileira a resolução nº 6 do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República), que abaixo reproduzirei na íntegra seus 10 artigos, destacando os trechos que considero mais importantes.  Bravo, ministra Maria do Rosário! Mas, não basta sua publicação no Diário Oficial da União (em 19/06/2013) e a comunicação, por ofício, aos "órgãos federais e estaduais com atribuições afetas às recomendações constantes".  Será necessária uma postura incisiva do Governo Federal, para que a brutalidade policial deixe de ser praticada impunemente por Polícias Militares como a paulista, que atuou como incendiária e não como bombeira na quarta e decisiva manifestação do MPL, quando suas agressões covardes  provocaram imensa repulsa no País e no exterior; a carioca, que logo em seguida agiu com idêntica bestialidade; e a mineira, q...

DILMA REPETIU A RETÓRICA DO JARBAS PASSARINHO

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Por Celso Lungaretti A  mensagem da presidenta Dilma Rousseff ao povo brasileiro só me deixou uma dúvida: terá o Jarbas Passarinho sido o  ghost writer ? Pois a diferenciação entre   manifestantes pacíficos   e  minoria autoritária , quem fazia era a ditadura militar. Dilma deveria pagar-lhe direitos autorais. De quem tem sua história de vida e integra um partido criado por perseguidos políticos, esperava-se um mínimo de equilíbrio e coerência: criticar não apenas os excessos cometido por manifestantes  ou provocadores infiltrados entre eles , mas também, e principalmente (porque partida de quem deveria manter a ordem e não estuprá-la),  a bestialidade policial que revoltou o Brasil e estarreceu o mundo . E que dizer do comportamento imoral das polícias que facilitaram saques e depredações, retardando ao máximo o atendimento das ocorrências, porque sua verdadeira prioridade era retaliarem autoridades que os censuraram e/ou manip...

A REVOLUÇÃO NÃO É O CONVITE PARA UM JANTAR

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Por Celso Lungaretti "A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra." Não sou fã incondicional do velho Mao Tsé-Tung, mas ele tinha lá seus momentos. Esta frase é uma pérola. Muitos companheiros estão assustados com o rumo que os protestos de rua tomaram em Sampa. Como a participação da direita fardada foi catastrófica, agora é a direita de jeans que reage ao movimento, com mais argúcia. E, também, com uma aparente   forcinha   do PT. Não dá para acreditarmos que o Rui Falcão mandasse militantes embandeirados para o olho do furacão sem prever que seriam hostilizados. Meu palpite é bem outro:  ele queria que acontecesse exatamente o que aconteceu. Era óbvio que a dire...

CAIU NOSSA BASTILHA

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Por Celso Lungaretti A  tomada da Bastilha foi um episódio de enorme importância simbólica, por ter exposto dramaticamente a fragilidade de uma monarquia que caía de podre mas os franceses, por hábito, continuavam temendo; daí o 14 de julho haver se tornado o principal feriado da nação. Seu resultado prático, contudo, foi apenas a libertação dos sete últimos prisioneiros que nela restavam e a obtenção de um arsenal sucateado (de 15 canhões, apenas três funcionavam...). Da mesma forma, o que nossos   indignados   acabam de conseguir não foi somente a revogação, em poucas capitais, de mais um reajuste de tarifas do transporte coletivo.  Na verdade, eles despertaram um gigante adormecido: o povo brasileiro. A chegada ao poder do partido que se propunha a representar os explorados teve o efeito nocivo de os desmobilizar; passaram a crer que lhes seria dado de mão beijada o que tinham, isto sim, de conquistar com os punhos cerrados. Quando o...

O ESPECTRO DE UMA NOVA '5ª FEIRA NEGRA' NOS RONDA

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Por Celso Lungaretti A utoridades, políticos, jornalistas, sociólogos chutam em todas as direções, na tentativa de interpretar o novo fenômeno: um despretensioso protesto contra o aumento das tarifas do transporte coletivo em São Paulo inspirou manifestações semelhantes em outras 11 capitais, levou às ruas centenas de milhares de cidadãos e comprovou dramaticamente que o autoritarismo continua bem vivo nos aparatos de segurança pública, 28 anos depois de finda a ditadura militar.   Desde o  Fora Collor! , em 1992, não se via algo assim. E, como a bandeira dos manifestantes não é única –vai desde as maracutaias da Copa até o descaso com a Saúde e a Educação, passando por muitas outras mazelas de nossa democracia imperfeita--, também não vai ser uma única medida que fará cessar os protestos. Eles começaram e não têm data para acabar; se os governantes não fizerem algumas concessões plausíveis (depois da orgia de gastos do Mundial, soam ridículas as dificuldades ale...

VIOLÊNCIA POLICIAL COMEÇOU COM PROVOCAÇÃO DA TROPA DE CHOQUE

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Por Celso Lungaretti A  imprensa e os políticos reagiram exatamente como esperado à violência extrema que a Polícia Militar paulista desencadeou contra manifestantes, jornalistas, transeuntes e até fregueses dos botecos na   5ª feira negra : houve os que protestaram, houve os que justificaram, ordenaram-se investigações e é provável que um ou outro gato pingado venha a ser punido. Depois, o esquecimento. Inconcebivelmente, nem a própria  Folha de S. Paulo  deu a devida importância à contundente denúncia do seu renomado colunista Elio Gaspari, de que  tudo transcorria de forma pacífica até que duas dezenas de policiais engendraram o caos: " Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio... Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar ...

POLÍCIA DO ALCKMIN MATA SAUDADES DA DITADURA

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Celso Lungaretti N unca me senti tão velho como nesta 5ª feira (13), quando, acamado com forte gripe, só fiquei sabendo pela mídia e pelas redes sociais que a Polícia Militar barbarizara o centro de São Paulo, reprimindo bestialmente os manifestantes que (até então) protestavam pacificamente contra o aumento das tarifas de transporte coletivo. Foi a confirmação do que venho alertando há anos (vide   aqui , p.  ex.): está em curso uma escalada de fascistização em São Paulo, orquestrada pelo governador   Opus Dei   Geraldo Alckmin, com a cumplicidade de figurinhas carimbadas como o reitor   TFP   João Grandino Rodas (da USP) e tendo como principais provocadores os brucutus da tropa de choque da PM, vulgo Rota (aquela que se orgulha de ter coadjuvado o terrorismo de estado nos   anos de chumbo , que é sempre denunciada pelas entidades internacionais de defesa dos direitos humanos por suas execuções maquiladas em   resistência à ...