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Mostrando postagens com o rótulo Neil Young

O OUTONO DO PATRIARCA CHEGA AO FIM: FIDEL CASTRO ESTÁ MORTO.

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A entrada vitoriosa em Havana, no início de 1959. F idel Castro, comandante da revolução cubana e principal dirigente do país durante 47 anos, faleceu na noite de 6ª feira, 25. Foi personagem marcante da segunda metade do século 20, mas sua estrela vinha se apagando desde o fim da União Soviética e do bloco socialista por ela encabeçado. Em seguida foram suas forças físicas que declinaram, a partir da primeira hemorragia que sofreu em 2006, como consequência de uma doença nos intestinos. Foi então que, sabendo-se impossibilitado de  “assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total”, ele, d ignamente, trocou a farda pelo pijama.   Havia liderado uma heroica revolução em 1959 e depois tentou romper o isolamento a que os Estados Unidos submeteram Cuba incentivando guerrilhas similares noutros países do continente americano (enquanto Che Guevara tentava a sorte no Congo, igualmente em vão). O resultado acabou sendo o mais indesejado possível: a...

HÁ 45 ANOS ESTÁVAMOS SAINDO DO AZUL E ENTRANDO NAS TREVAS

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"E você tendo ido, não pode voltar, quando sai do azul e entra nas trevas" (Neil Young, "Hey Hey My My" ) N uma nação tão desmemoriada como o Brasil, é importante falarmos, tanto quanto possível, nos grandes erros e nos grandes acertos, em benefício das novas gerações. Fico estarrecido com o desconhecimento da História por parte dos jovens de hoje. Já houve universitário que me perguntou se a quartelada de 1964 não havia sido deflagrada para evitar a emancipação dos Estados sulinos, que estariam pretendendo formar um novo país... E aquele augúrio agourento me incomoda: quem não aprende com as lições da História, está fadado a repeti-la. Ora, o Ato Institucional nº 5 foi um acontecimento tão nefasto na vida brasileira que não podemos deixar, de maneira nenhuma, margem para sua repetição.  De maneira nenhuma! Então, quando o AI-5 completa 45 anos, é importante recapitularmos o  golpe dentro do golpe   que levou ao paroxismo o fechamento ditatorial do P...

O ROCK VOLTOU: ESTÁ NAS RUAS!

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Por Celso Lungaretti "Foi o primeiro, foi o único sonho." É uma das frases mais marcantes de um filme cheio delas:  Pierrot Le Fou  (1965), de Jean-Luc Godard, que aqui recebeu o estapafúrdio nome de  O demônio das 11 horas  (como os boçais da companhia distribuidora não entenderam nada de nada, acharam que qualquer título bizarro serviria...). Meu primeiro sonho foi, claro, a revolução. E nenhum dos subsequentes viria a ser tão importante para mim. Mas, sobrevivi à grande derrota dos anos de chumbo. E,  too young to die  (1) , só me restou seguir em frente,   living in the material world   (2) . Fui juntar meus cacos nas esperançosas comunidades em que os jovens tentavam escapar, ao mesmo tempo, dos tentáculos do sistema e das tenazes da ditadura. Faço um balanço das experiências que vivenciei em  Reflexões sobre a sociedade alternativa   (3) . Nossa   comuna   também soçobrou ao baixo ast...