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Mostrando postagens com o rótulo Vladimir Safatle

COMO DETERMOS O FASCISTA BOLSONARO? COMBATENDO-O SEM TRÉGUA!

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Por Lungaretti À s vezes me sinto como a Cassandra troiana, amaldiçoada com a indiferença do seu povo aos alertas que lançava, tão corretos quanto inúteis em termos práticos. No segundo semestre de 2014, p. ex., eu já tinha percepção clara de que o novo mandato presidencial transcorreria sob aguda recessão. Tudo fiz para abrir os olhos da companheirada, no sentido de que Dilma Rousseff não tinha competência para administrar uma crise dessas e seu fracasso anunciado seria catastrófico para a esquerda brasileira.  Vi como preferível, primeiramente, a candidatura de Marina Silva, pois, com ela no poder, a responsabilidade pelo desastre econômico ficaria ao menos diluída.  Depois que Marina foi destruída pela mais torpe campanha de calúnias e falácias já vista na política brasileira, incentivei o  Volta Lula! , pois ele, com todos os defeitos, ainda seria capaz de amenizar um pouco a devastação que se prenunciava. Mas, os petistas vacilaram miseravelmente, en...

A ESQUERDA SAZONAL E SUAS CEREJAS RETÓRICAS

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Por Celso Lungaretti F inalmente alguém encontrou a melhor definição para o PT dos dias de hoje:  esquerda sazonal . Parabéns ao filósofo Vladimir Safatle! Ele conseguiu dar o tratamento adequado ao fenômeno que, talvez por conta da profunda decepção que causa nos que um dia compartilhamos o sonho e depois o vimos transformar-se em pesadelo, invariavelmente nos faz resvalar para as diatribes. O humor, contudo, convence mais do que o rancor, ainda que justificado. Abaixo, em vermelho, está  a biopsia que Safatle faz (o texto integral pode ser acessado  aqui ) do partido que se propunha a mudar o Brasil mas hoje, mudado pelo Brasil, só empunha as velhas bandeiras no período eleitoral, não mais para libertar os explorados, mas sim para os iludir e, com isto, conquistar mandatos que continuarão não indo à raiz dos nossos problemas, qual seja a velha, sempre presente e por enquanto inabalável exploração do homem pelo homem. Depois, tais bandeiras são devolvid...

DOIS TEXTOS IMPERDÍVEIS SOBRE NEOFASCISMO x FUNDAMENTALISMO

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Por Celso Lungaretti M aior teatrólogo brasileiro das últimas décadas, José Celso Martinez Correa tem também muito faro político, como o atesta o artigo Feliciano é a ponta de lança de um golpe de estado , que disponibilizou no seu blogue (vide aqui ). Meu único reparo é quanto a este trecho: " Todos que trabalham com a arte ou mesmo com seres humanos e os que se sentem mortais, humanos, estão putos com esta situação na Comissão dos Direitos Humanos que anuncia coisa pior: o Congresso agora vai votar por uma proposta-lei dos evangélicos Fundamentalistas pra derrubar o Estado laico brasileiro " . Refere-se a uma proposta do deputado evangélico João Campos, no sentido de estender às organizações religiosas a prerrogativa de contestar a constitucionalidade de leis no Supremo Tribunal Federal. Atualmente, quem pode propor a chamada Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) são o presidente da República; as Mesas do Senado, Câmara e Assembleias Legislativ...

É HORA DE NOS LIVRARMOS DE MAIS UM ENTULHO AUTORITÁRIO: A PM

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Por Celso Lungaretti L endo o artigo do filósofo Vladimir Safatle, Pela extinção da PM , dei-me conta de que, quando a Polícia Militar paulista executou cidadãos honestos na semana passada, a ficha não me caiu e deixei de relacionar as matanças à recente recomendação da ONU, no sentido de que o Brasil elimine mais este entulho autoritário.  Lapso imperdoável, pois eu havia sido o primeiro a concordar entusiasticamente com tal proposta, conforme se pode constatar no meu artigo de 04/06/2012, Da ONU para o Brasil: extingam as PM's!!! (ver aqui ). Então, é uma bandeira que estou levantando e convidando os companheiros a levantarem. Na contramão do Paulo Maluf, que adotava como bordão o sinistro vou botar a Rota na rua! , tem tudo a ver exigirmos: vamos botar a PM no museu da ditadura!   Quiçá na mesma prateleira do Doi-Codi... Eis o artigo do Safatle, que, claro, aprovo e recomendo:   " No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos d...

A LUTA PARA TORNARMOS CONHECIDA A VERDADE ESTÁ SÓ COMEÇANDO

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M ais uma vez Vladimir Safatle lança um artigo tão oportuno e necessário que só me resta endossar -- com uma única ressalva, que detalharei adiante. Até hoje, eu havia reconhecido apenas três autores como mestres do meu ofício: Paulo Francis e Roberto Campos, pela profundidade, didatismo e veemência com que expunham seus temas (embora eu discordasse de muitas posições do primeiro e de quase todas do segundo); e Alberto Dines, que foi o principal baluarte da resistência jornalística à ditadura militar. Quando eu não esperava encontrar mais textos tão poderosos nas páginas domesticadas da grande mídia, fui obrigado a tirar o boné para Safatle: ele tem sido uma honrosa exceção em meio à terra arrasada na qual a imprensa brasileira se transformou. Não por acaso, trata-se de um filósofo. Ai dos jornalistas, que se tornam cada vez mais impotentes ou complacentes!   Segue a íntegra do artigo desta 3ª feira (20) de Vladimir Safatle, Suportar a verdade , ao qual eu só acr...

RESCALDO DE UM ATENTADO DEBILÓIDE

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O filósofo Vladimir Safatle continua sendo responsável por alguns dos fugazes lampejos de vida inteligente que ainda encontram brecha no  inferno pamonha   engendrado pela indústria cultural. No artigo Um fantasma na Europa , ele disseca o atentado norueguês com base nas leituras que Theodor Adorno e Max Horkheimer fizeram do totalitarismo contemporâneo, acertando na mosca: " ...o fascismo conseguira se colocar como um modelo de forma de vida. No caso, uma forma de vida constituída através da transformação de comportamentos patológicos em norma social, de temáticas que normalmente aparecem em delírios paranoicos no conteúdo de discursos políticos tacitamente aceitos. Assim, delírios de perseguição se normalizavam por meio da crença de que um elemento estranho estava infectando a bela totalidade de nosso corpo social. Elemento que destruiria, com o beneplácito de cosmopolitas ingênuos, nosso caráter nacional naquilo que ele teria de mais especial. Força e disciplina eram con...