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O ÚLTIMO ATO DE UM DRAMA HISTÓRICO QUE COMEÇOU HÁ 46 ANOS

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Veículos revistados: sem resultados concretos. "Jogaram a viola no mundo, mas fui lá no fundo buscar" (José Carlos Capinam) C om a chegada às livrarias do livro   1970, a guerra no Vale do Ribeira , no início do mês que vem, estará sendo finalmente revelada a verdade sobre como os órgãos de repressão da ditadura ficaram conhecendo a localização exata da escola de guerrilha da Vanguarda Popular Revolucionária em Jacupiranga (SP), ponto de partida da fracassada   Operação Registro , quando mobilizaram quase 3 mil homens para a caçada a um punhado de guerrilheiros e nem assim evitaram que escapasse aquele a quem mais queriam agarrar.  Sou parte desta história: durante 34 anos me apontaram como o autor da delação.  Num primeiro momento, em companhia de Massafumi Yoshinaga, como se vê   neste manifesto   de setembro de 1970. Tal versão não se sustentou pois, embora o nissei houvesse rompido publicamente com a VPR, nada tinha a ver com a  ...

NOVO LIVRO ESCLARECE EPISÓDIOS POLÊMICOS DA CAÇADA AOS GUERRILHEIROS DO LAMARCA EM JACUPIRANGA

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N o pior momento da ditadura de 1965/85, quando os militares levaram o terrorismo de estado às últimas consequências, a esquerda brasileira respondeu com as três principais modalidades de luta armada que estavam sendo praticadas em situações semelhantes no mundo inteiro: – a guerrilha urbana, com as expropriações de bancos, a tomada de emissora e colocação de mensagens de protesto no ar, o sequestro de diplomatas para trocá-los por presos políticos, o justiçamento dos piores inimigos, etc., influenciada por movimentos revolucionários da América do Sul;  – a guerrilha rural enraizada na população (Araguaia), com o objetivo de evoluir para exército popular, conforme as lições maoístas; e  – a guerrilha de movimentação constante e impacto principalmente propagandístico (provar que as tropas regulares poderiam ser derrotadas), inspirada na experiência cubana. As três chegaram a conquistar êxitos expressivos, mas acabaram sendo esmagadas por forças extremamente superiores...

ESPINOSA, AQUELE QUE A DILMA CHAMOU DE "FANTASISTA", VIAJA DE NOVO NA MAIONESE, BABANDO DE ÓDIO...

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Espinosa me chama de "imbecil"... Por  Celso Lungaretti  (*) E m entrevista concedida a Alex Solnik e publicada no  Brasil 247  (site e revista), Antônio Roberto Espinosa extrapolou sua tarefa de defender incondicionalmente a presidente Dilma Rousseff e, sem que nada lhe fosse perguntado, fez questão de de encaixar agressões vis e destemperadas contra mim. Dá para perceber claramente que estava babando de ódio. E a forçação de barra salta aos olhos, como todos podem constatar abaixo: Qual era a imagem dela [Dilma] na VPR? De burra? Não! Na VAR-Palmares, né, a Dilma não foi da VPR. Não, a Dilma sempre teve a imagem de alguém bem formado. Bem articulado. Lamarca, inclusive, tinha uma certa diferença com ela por achar que ela era teoricista. Ou seja, teoria demais. Mas era uma garota de 22 anos. Mas, a imagem dela, ao contrário... Ela provocava uma certa desconfiança no pessoal mais linha dura do movimento armado exatamente por ser melhor formada. Mais fundame...

QUANDO E COMO DILMA CAIRÁ?

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A queda é só questão de tempo E m abril de 1969, quando eu não passava de um jovem de 18 anos que lera alguns clássicos marxistas mas estava muito longe de saber discernir para onde os acontecimentos políticos se encaminhavam, participei como convidado do Congresso da Vanguarda Popular Revolucionária em Mongaguá (SP), representando meu grupo de oito secundaristas dispostos a ingressar na organização.  Na volta, já como integrante da VPR, fui surpreendido com a designação para criar e comandar um setor de Inteligência, absoluta novidade nos agrupamentos de esquerda e incumbência para a qual nada na vida me preparara.  Mas, com o entusiasmo característico da idade, mergulhei fundo nas minhas tarefas, inclusive a de, acompanhando o que saía na imprensa e complementando-o com as notícias censuradas e informações de bastidores que aliados jornalistas nos transmitiam, projetar cenários futuros. Com várias facções disputando o poder, era importantíssimo sabermos qual a c...

¿POR QUÉ NO TE CALLAS, DILMA?

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Quando não se tem nada aproveitável para dizer... A  presidenta Dilma Rousseff deveria mirar-se no exemplo do Marco Polo Del Nero e não sair tão cedo do seu canto. Por motivo diferente, claro. Ao contrário do cúmplice de José Maria Marin, ela pode correr mundo  à vontade, sem o mínimo receio de prisão e extradição. Deste tipo de vexame a Dilma nos poupa. Mas, cada vez que abre a boca no exterior, deixa morrendo de vergonha todos que a temos como presidenta da República. Ora atribui seu novo recorde de impopularidade a um inverossímil preconceito sexual por parte dos brasileiros que há poucos meses a reelegemos. Não consta que, depois de outubro de 2014, tenha ocorrido em nosso país uma epidemia de machismo. Trata-se, tão somente, de uma saída pela tangente, uma  desculpa de má pagadora . E, se nem na Quadrada das Almas Perdidas uma lorota destas  cola , muito menos na capital do Império. Os leitores do  Washington Post , um dos jornais mais impo...