Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Demétrio Magnoli

MINO CARTA SE VÊ COMO DEUS REVELANDO A VERDADE SAGRADA. E O RESTO DO MUNDO O VÊ COMO NAPOLEÃO DE HOSPÍCIO.

Imagem
I ncorrigível, Mino Carta volta a engrossar o lobby italo-brasileiro na caça a Cesare Battisti, em  besteirol    publicado na  Carta Capital  e reproduzido pela  Folha de S. Paulo , com o evidente objetivo de influenciar a decisão que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal tomará amanhã (24), ou salvando o escritor da tramoia eivada de ilegalidades com que se pretende entregá-lo à vendeta italiana ou repetindo a ignóbil decisão adotada em 1936, quando autorizou a extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista. Quando li o texto do Mino, tão rancoroso quanto inconsistente, pensei até em refutá-lo ponto por ponto. Mas, isto caberia caso houvesse algo a refutar. Não há nada.  É uma narrativa que não se sustenta em evidência nenhuma, testemunha nenhuma, comprovação nenhuma, citação nenhuma. Apenas na megalomania desmedida de um indivíduo que pensa ser tão superior aos comuns mortais a ponto de apenas  dar a público o que, no seu entender,...

"ENQUANTO MALHÃES LANÇAVA CORPOS EM RIOS, MINO CARTA BATIA BUMBO PARA MÉDICI"

Imagem
Q uando Mino Carta fez de sua revista um  house organ  no pior sentido da palavra, infestando-a de textos panfletários e lobbistas que secundavam a caça a Cesare Battisti deflagrada por Silvio Berlusconi, cansei de desafiá-lo para defender sua postura inquisitorial numa polêmica. Adivinhava que se acovardaria, como sempre se acovardou.  Já amarelara em 2004, quando uma repórter da  Carta Capital  me entrevistou sobre o 25º aniversário da Lei da Anistia e ele ordenou, na enésima hora, que fossem suprimidas todas as referências ao meu nome.  Também naquela ocasião mandei uma veemente contestação da atitude despótica que, com a mesma prepotência dos censores da ditadura, ele tomou. Em vão: não deixou que publicassem, nem respondeu. Estava ciente de que todo seu poder de nada valeria num confronto de textos, pois eu pulverizaria facilmente sua algaravia pomposa.  A que se devia tal antipatia gratuita? É simples: ele odeia os contestado...

Liberalismo, cotas e Demétrio Magnoli

Imagem
Um comentário introdutório ao texto do Prof. Paulo Ghiraldelli: Estudei e trabalho desde 1990 em Escola Pública. Quando estudei, até onde me lembro, a Escola Pública tinha uma característica hoje considerada autoritária. Eram tempos pré-ECA [Estatuto da Criança e Adolescente], então, não havia a liberdade que criança e adolescente hoje gozam no interior da escola. Liberdade inclusive para não estudar. O contexto em que estudei, de forma estranha, induzia eu e muitos a estudarem mais e tirarem melhor proveito do serviço educacional oferecido pela Escola Pública da ocasião. A pedagogia era considerada tradicional; as aulas, todas elas, expositivas. O tempo não era gasto com as firulas e frescuras que existem hoje: festinhas, bingos, feira de cultura inútil para repor aulas perdidas durante a última greve; jogos escolares para promoção política de certos professores, projetos e mais projetos contra o “bullingui”, em favor da  ecologia   projeto de pontos na média em troc...