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“PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES...”

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As pessoas que gostam da boa música, com certeza, conhecem muito bem a canção de Geraldo Vandré cujo nome é o mesmo utilizado neste texto como epígrafe, embora seja numa situação bem diferente daquela de 1968, no ápice da ditadura, quando foi sucesso no Brasil, pela inteligência com que o artista compôs. Ao aludir ao hino contra a ditadura, eu o faço para comentar sobre o processo impetrado contra mim pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Rondônia – SINTERO, senhor Manoel Rodrigues da Silva, agora devidamente citado em meu texto, fato que não ocorreu no artigo usado por ele para promover a ação. Manoel Rodrigues da Silva, citado aqui outra vez, alega numa petição muito mal feita por seu advogado, que sentiu sua “inabalável conduta” atingida pelo conteúdo do artigo publicado por mim, intitulado “A ditadura da Educação” , publicado em alguns jornais de Rondônia, sobre o final da greve ocorrida no primeiro semestre deste ano. A mágoa do sindical...

FOI DAS MAIS COVARDES A AGRESSÃO AO FRANZINO SENADOR DO PSOL

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Por Celso Lungaretti O franzino Randolfe jamais seria um Davi à altura... O  deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi de covardia extrema ao agredir com um soco na barriga o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), visivelmente sem porte físico para encará-lo de igual para igual. Bater em homens mais fracos, mulheres, crianças ou idosos é animalesco. É indigno. É desonroso. É repulsivo. Ponto final. Um grande amigo espanhol me contou que, ao chegar no Brasil em meados do século passado, ficou estarrecido com as brigas de rua em que vários espancavam um só.  Na sua terra ficariam malvistos se agissem assim. Fossem quantos fossem, iam um de cada vez confrontar o desafeto. Os demais assistiam sem interferir. Mas, tais posturas altaneiras são características de homens de verdade. Não dos Bolsonaros da vida. ...deste bestial Golias. Só não sei o que integrantes da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, parlamentares e representantes do Ministér...

QUANDO O SR. OPUS DEI DEFENDE O ZÉ DIRCEU, ATÉ O SANTO DESCONFIA...

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Por Celso Lungaretti Q uando um inimigo figadal deita falação que de alguma forma favorece as nossas causas, como devemos proceder? Espalhando aos quatro ventos para colhermos benefícios imediatos, como fazem os propagandistas em geral?  Não. Mais sensato é refletirmos profundamente, tentando decifrar o porquê desse seu posicionamento inusitado. E, em seguida, pesarmos os prós e contra de levantarmos a bola do personagem em questão. É o que os defensores virtuais do Zé Dirceu não fizeram no caso da entrevista de Ives Gandra Martins ao jornal da  ditabranda  (vide  aqui ). Quem é Gandra?  Nada menos do que o principal expoente do Opus Dei no Brasil. Como tal, participou inclusive da campanha presidencial de Geraldo Alckmin, membro dessa sociedade ultra-arqui-super-mega-reacionária de fundamentalistas católicos (que se tornou influente, em primeiro lugar, na Espanha, onde praticamente se fundiu ao governo do ditador Francisco Franco)....

BATALHA DE NETOS NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

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Por Celso Lungaretti Campos flerta com o empresariado. O que Arraes diria? A  eleição presidencial de 2014 poderá incluir uma batalha dos netos: o do comunista Miguel Arraes (Eduardo Campos, PSB) contra o do conservador Tancredo Neves (Aécio Neves, PSDB). O primeiro avô, um bravo guerreiro, resistiu como pôde aos golpistas de 1964.  O segundo avô é suspeito de, embora fosse oposicionista (moderado), haver tramado a derrota das  diretas-já , para depois obter a Presidência da República pela via indireta.  Político sem carisma para uma vencer uma disputa nacional nas urnas (nem de longe era páreo para Leonel Brizola), teria fechado acordo com aqueles filhotes da ditadura dispostos a tudo para manterem-se no poder após a derrocada da dita cuja. Até de votarem contra a Emenda Dante de Oliveira e, no momento seguinte, darem uma guinada de  180º,  abandonando a canoa furada dos fardados e indo ajudar o Maquiavel de Minas a ser vitorioso no col...

IMPRENSA x DITADURA: "FOLHA" ADMITIU PECADOS MAIS GRAVES AINDA

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Por Celso Lungaretti Já que  O Globo  reconhece ter apoiado o golpe de 1964, vale lembrar que o  Grupo Folha  também  fez sua   mea culpa   em fevereiro de 2011,  quando comemorava o 90º aniversário. Usou, contudo, o artifício de esconder tal admissão no meio de um quilométrico texto louvaminhas. Eu  e todo mundo teríamos passado batidos, se a ombudsman não houvesse levantado a  lebre em sua coluna dominical. Alertado, fui atrás e encontrei a matéria em questão. Eis os trechos principais do artigo que escrevi em 27/02/2011:   Assim a FT noticiou a morte do 'Bacuri', bestialmente torturado durante 108 dias. S uzana Singer, a ombudsman da  Folha de S. Paulo , repreende o jornal por ter transformado a comemoração dos seus 90 anos de existência numa  festa imodesta .  Eu usaria outro adjetivo para qualificar a imagem maquilada que Calibâ produziu de si mesmo para fins de efeméride, mas omb...

BOM FERIADO DA TROCA DE DEPENDÊNCIA PARA TODOS!

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Por Celso Lungaretti A chance perdida de uma ruptura altaneira H oje é o feriado da troca de dependência.  Temos motivos para comemorar o fim da dominação imposta e o começo da dominação consentida?  A substituição do chicote português pela perfídia inglesa?  O desperdício de mais uma das muitas oportunidades que tivemos de uma verdadeira afirmação nacional?  Temos D. Pedro I como "libertador" (as aspas são obrigatórias). Nossos   hermanos   têm Bolivar como  LIBERTADOR . Pobres de nós! "Dez vidas eu tivesse..." Depois de 1822, continuamos fazendo a opção errada nos momentos decisivos. Até hoje. Sempre deixando que as elites mantivessem as transições sob rígido controle, para que nada realmente mudasse. Sempre voltando as costas ou não reconhecendo suficientemente os poucos heróis de verdade que produzimos.  Como Tiradentes. O Dia da Pátria deveria ser o 21 de abril, não o 7 de setembro. E é ao her...

PALMAS PARA O DIPLOMATA HUMANITÁRIO! VAIAS PARA OS OMISSOS E OS FARSANTES!

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Por Celso Lungaretti Todos saíram diminuídos dessa comédia de erros...   O  Brasil concedeu, porque quis, asilo a um senador boliviano considerado mero criminoso pelo governo de Evo Morales. Mas, tal governo negava salvo-conduto para o político oposicionista deixar o país em segurança. Com isto, transgredia indiscutivel e grosseiramente as leis internacionais. As autoridades brasileiras não recorreram à OEA, à ONU ou a quem quer que seja para desatar o nó. Preferiram continuar negociando indefinidamente com a Bolívia, mesmo sabendo que estavam sendo   enroladas .  Um diplomata compassivo arriscou a carreira para salvar a vida do senador, cuja saúde declinava perigosamente em função do longo período mantido no que acabava sendo um cárcere privado. Como recebeu apoio parlamentar e militar, não se sabe exatamente em que condição atuou: pode haver surpreendido seus superiores, mas também pode ter-lhes dado conhecimento ou, mesmo, seguido suas ...