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FÚRIA RETÓRICA DO$ PREGADORE$ É IGUAL, DESDE A IDADE MÉDIA ATÉ O BRASIL ATUAL!

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E u poderia começar dizendo que, na época de Martinho Lutero, já havia Edir Macedo, Silas Malafaia e outros.  Eram os evangélicos daquele tempo conhecido como Idade Média: conservadores, reacionários e, pior do que isso, exploradores da fé. O mais famoso, que ficou na História, se chamava Tetzel (mais precisamente, Johann Tetzel). O forte desse padre pregador dominicano (naqueles anos, os dominicanos nada tinham a ver com os de hoje) era a verve, sabia usar a força das palavras e era capaz de  enrolar  quem o ouvisse.  Para tornar mais fortes seus argumentos diante da populaça ignara naquele ano de 1517, Tetzel gritava (para não dizer,  berrava ), com seu dedo indicador apontando seu público de pecadores, bons para irem arder uma eternidade no Purgatório, na fila para o Inferno. Com sua fúria oratória (que chegou mesmo a merecer um destaque num filme hollywoodiano), Tetzel, dizem os historiadores, personificou todo o catolicismo medieval, naqueles anos de mobilização geral do Vaticano

Ato pelo Fora Bolsonaro na Av. Paulista

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A ESCOLHA É ENTRE SEGUIRMOS VIVENDO, AINDA QUE DE FORMA INSATISFATÓRIA, OU MATARMOS UNS AOS OUTROS PELAS RUAS

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"O anseio meu nunca mais vai ser só Procura ser da forma mais precisa O que preciso for Pra convencer a toda gente Que no amor e só no amor Há de nascer o homem de amanhã" ( Geraldo Vandré,  Bonita ) A  decisão que estaremos tomando neste domingo (28) transcende ideologias. É uma opção entre seguirmos vivendo, ainda que de modo insatisfatório, ou nos matarmos uns aos outros pelas ruas. Temos, de um lado, o representante de um partido de esquerda que deixou de verdadeiramente lutar contra os poderosos desta sociedade, limitando-se a tentar ser por eles aceito como sócio minoritário. Não é, nem de longe, o governo que eu quero. Só que, do outro lado, está um amontoado de ferrabrases alucinados por imporem ao restante da sociedade, a ferro e fogo, seus valores e modo de ser, numa esquisita associação com os oportunistas de sempre e os piores fisiológicos do esgoto da política brasileira. Com o Fernando Haddad corremos o risco de voltar ao pacto dos e

OS MERITÍSSIMOS EM CIMA DO MURO E OS BRASILEIROS MARCHANDO PARA O ABISMO

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D eu numa coluna da grande imprensa muito bem informada sobre o que rola nos bastidores dos Poderes: " A repercussão da revelação de compra de mensagens em massa no WhatsApp contra Fernando Haddad dominou conversas de ministros do TSE, corte que lida com o caso.  O entendimento majoritário –inclusive o do corregedor, Jorge Mussi, responsável pela ação contra Jair Bolsonaro– foi o de que não caberia promover diligências extravagantes. A eleição não pode ter o curso alterado pelas mãos da Justiça, disse um magistrado. 'Não sob o calor dos fatos', concluiu.   Os integrantes do Tribunal Superior Eleitoral ponderaram que, a menos de dez dias do 2º turno, 'não é hora de criar marola'. Mussi decidiu na noite desta 6ª feira (19) citar Bolsonaro para que ele se manifeste sobre o assunto. E só. Para registro: o mesmo ministro que disse ser indesejável interferir no curso da eleição, afirmou que a investigação deve continuar correndo na corte. 'Lá na frente,

ALERTA VERMELHO: O QUADRO ELEITORAL SE TORNA AMEAÇADOR E EXIGE CORREÇÕES DRÁSTICAS NA CAMPANHA DE HADDAD

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A  desproporção entre o dano causado ao cidadão comum pelos ladrões de galinha da política e as atividades corriqueiras dos capitalistas é incomensurável. O capitalismo nos acarreta: emergências ecológicas como as alterações climáticas, que ameaçam a própria sobrevivência da nossa espécie; recessões desnecessárias;  a condenação de parcela considerável da humanidade a vegetar em condições subumanas; o desperdício criminoso do potencial ora existente para assegurar-se a cada habitante deste sofrido planeta o mínimo condizente com uma sobrevivência digna; a mobilização permanente dos homens para atividades improdutivas e desnecessárias ao invés da redução da jornada de trabalho para que todos possam desenvolver-se plenamente como seres humanos; etc. (muitos, muitos etcetera!). E, se quisermos ficar no confronto simplista de números, ainda assim o peso da corrupção política no orçamento de cada família continuará sendo uma fração ínfima do custo do capitalismo. Ap

O LEGADO DE LULA: UMA TERRA ARRASADA E UMA ESQUERDA MAIS ARRASADA AINDA.

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A  comédia dos erros terminou melancolicamente Sem surpresa nenhuma o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, pois é isto que determina a  Lei da Ficha Limpa .  Se sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro foi justa ou injusta, é algo a ser resolvido na esfera da Justiça Criminal, cujas decisões o Tribunal Superior Eleitoral não tem poder para questionar. Se sua exclusão do pleito deveria se dar após uma sentença de 2ª ou 3ª instância, é algo a ser resolvido pelo Supremo Tribunal Federal, cujas decisões o TSE não tem poder para questionar. O certo é que, desde 2010, a condenação em 2ª instância vem sendo considerada suficiente. E todas as decisões do TRF-4, do STJ e do STF foram no sentido de que nem a sentença do Lula seria cancelada, nem a inelegibilidade após a 2ª instância revista neste momento. O que vimos nesta 6ª feira (31) foi apenas a confirmação da derrota anunciada – e pelo acachapante placar de 6x1!

O RESCALDO DA TRAGÉDIA DA ARENA KAZAN

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S empre temos algo a aprender com o grande Tostão, que foi um dos heróis do tri e hoje é o melhor comentarista esportivo do Brasil. Sua coluna deste domingo, 8 (vide  aqui ) sintetiza otimamente o que foi a  tragédia da Arena Kazan : " O treinador Martínez usou a mesma formação tática do México, com quatro defensores, três no meio-campo e três mais adiantados (De Bruyne, pelo centro, e Lukaku e Hazard, um de cada lado). De Bruyne, livre, deitou e rolou. Por outro lado, a Bélgica marcou mal, já que os três mais adiantados não voltavam. A Bélgica correu riscos. Deixava Marcelo livre e colocava Lukaku em suas costas. Deu certo.   O Brasil também correu riscos. Deu errado. A seleção brasileira criou um grande número de chances de gol e só não marcou por erros de finalizações e pela atuação do goleiro Courtois. O perigo dessas eliminações são as conclusões tendenciosas, equivocadas e absurdas (...).  O Brasil foi eliminado por causa de erros individuais e coletivos, do ac