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Mostrando postagens com o rótulo censura

FACE AOS ABUSOS DE PODER DOS INJUSTOS, APELO À SOLIDARIEDADE DOS JUSTOS

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Celso Lungaretti C onforme relato na segunda metade deste texto, a União tem utilizado todo seu arsenal jurídico para retardar o cumprimento da decisão do ministro da Justiça, que em outubro de 2005 me concedeu indenização retroativa por haver tido minha carreira profissional extremamente prejudicada pela ditadura de 1964/85. Os leigos podem estranhar a ênfase que a Comissão de Anistia deu ao dano profissional, colocando-o, na fixação das reparações, em plano superior aos transtornos de ordem física, psicológica e moral sofridos pelos resistentes. Mas, ainda que discutível, o critério tinha lá alguma razão de ser: quase todos que lutamos contra o arbítrio enfrentamos dificuldades imensas em nossas trajetórias profissionais, sujeitos a demissões injustificadas, a uns patrões que não nos empregavam por preconceito ideológico, outros por temerem ser, de alguma forma, prejudicados, etc.  Assim, um Carlos Heitor Cony, escritor e jornalista consagrado, de repente viu tod...

CUSTOU-NOS MUITA LUTA TERMOS LIBERDADE DE EXPRESSÃO. VAMOS PERMITIR QUE QUALQUER FACEBOOK A PISOTEIE?

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Mensagem do Facebook lembra a tesoura da ditadura   c onfesso que estava passando batido pelo problema da censura no Facebook até que ela me atingiu, no último domingo, 26.  Como sempre faço, tentei comunicar que publicara no meu blogue um  novo artigo . Mas, fui impedido:  " essa mensagem possui conteúdo bloqueado: Sua mensagem não pode ser enviada pois ela tem conteúdo que outras pessoas no Facebook denunciaram como abusivo " . Como abominava a censura da ditadura militar --cheguei a responder a um processo estapafúrdio no Fórum João Mendes, que não deu em nada mas obrigou-me a comparecer umas quatro vezes, convocado para as 13h e tendo de ficar mofando naquele ambiente desagradável cerca de quatro horas até começar a audiência que me dizia respeito-- desde a redemocratização denuncio veementemente qualquer veto, boicote ou emasculação dos meus textos.  Foi o que imediatamente fiz. Inclusive, tentei postar no próprio Facebook a minha catilinári...

ELE DESATINOU. DE NOVO!

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Por Celso Lungaretti Ele já aceitou servir como exemplo de bom menino C reio ter escrito alguns dos textos mais compassivos (vide  aqui ,  aqui  e  aqui ) sobre o que Geraldo Vandré se tornou após haver pactuado com a ditadura militar para poder voltar ao Brasil "sem ter na chegada/ que morrer, amada,/ ou de amor, matar", como antevia em sua pungente "Canção primeira".  Não tenho dúvidas de que sofreu lavagem cerebral quando esteve internado numa clínica psiquiátrica sob a vigilância de agentes da repressão, impedido até de falar com outros pacientes, entre 14 de julho e 11 de setembro de 1973. Mas, de alguma forma ele contribuiu para sua desgraça: foi ao não suportar a barra do exílio e assumir o risco do regresso, mesmo conhecendo muito bem o inferno no qual desembarcaria. É isto, e só isto, que lhe recrimino. Com relação a tudo que se passou depois, ele tem minha compreensão, valha o que valer. Foi um episódio bem na linha do que Paulo F...

O USO DO CACHIMBO HÁ MUITO ENTORTA A BOCA DO ROBERTO CARLOS

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Por Celso Lungaretti RC surfou na onda da rebeldia comportamental... O  debate sobre o direito que figurões teriam ou não de impugnar biografias não autorizadas contendo revelações desagradáveis a seu respeito me fez lembrar de um episódio ocorrido quando eu trabalhava numa editora de publicações musicais, no início dos '80. Uma entrevista exclusiva com Roberto Carlos era o grande sonho da Imprima Comunicação Editorial. E ele finalmente concordou em concedê-la, com a condição de que não fosse eu o entrevistador. O motivo do veto foi eu ter cogitado, num longo texto dedicado à sua trajetória, a hipótese de que o problema na perna (ele manquitola) tivesse influenciado sua maneira de ser como artista. Em seus primórdios, RC se enturmou com uma patota de roqueiros brigões da Tijuca (RJ), mas, por ser franzino e se movimentar com dificuldade, não deveria fazer grande figura nos arranca-rabos, se é que deles participava. Isto, contudo, não afetou a sua aceitação no grupo. ...

JUDICIÁRIO QUER EXERCER A CENSURA ARTÍSTICA

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Por Celso Lungaretti A gora coube a um togado revirar as imundícies da lixeira da História em busca de tesoura de Torquemada --a mesma que, durante a ditadura militar, foi empunhada por um bando de indivíduos inescrupulosos, dispostos a tudo por dinheiro. Naquele período infame,    o paradigma dos castradores de intelectos foi Solange Teixeira Hernandes, diretora do Departamento de Censura Federal. Mas, ao que se saiba, dona Solange & cia. não se voluntariaram para a vil, repulsiva e degradante função de censores. Foram escolhidos e não tiveram a dignidade de recusar, exatamente como os oficiais nazistas que atentaram contra a humanidade e depois alegaram ter cumprido ordens superiores -o que não os eximiu de receberem punições exemplares, merecidíssimas, do tribunal de Nuremberg. Já o desembargador Marcelo Fortes Barbosa Filho, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, só obedeceu à própria (in)consciência ao proi...

SERRA ESCORREGA DE NOVO. E TOMBA SOBRE SEU PASSADO

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Por Celso Lungaretti J osé Serra perdeu o equilíbrio de novo. Fez triste figura mais uma vez. Desonrou novamente os ideais de outrora. Embora tenha terceirizado o ataque jurídico e verbal contra o blogue Conversa Afiada   (do Paulo Henrique Amorim) e o site Luís Nassif OnLine , as responsabilidades política e moral são dele, Serra. Só dele. Pessoais e intransferíveis. Pois foi em benefício de sua candidatura que o PSDB fez uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral, pedindo investigações... com o evidente objetivo de promover intimidações! E foi para evitar que Serra aparecesse como paladino da imposição da censura na internet, qual um  velho cavalheiro indigno   (1) a clamar pela volta da Dª Solange (2) , que o presidente tucano Sérgio Guerra incumbiu-se de tentar justificar o injustificável nos papos com a imprensa. Assim como era seu vice, Índio da Costa, quem cortejava os eleitores de extrema-direita durante a campanha eleitoral de 2010,...

CHAME O LADRÃO!

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"Acorda amor Eu tive um pesadelo agora Sonhei que tinha gente lá fora Batendo no portão, que aflição Era a dura, numa muito escura viatura Minha nossa, santa criatura Chame, chame, chame lá Chame, chame o ladrão, chame o ladrão" A lvo preferencial das tesouras da ditadura militar, o sempre criativo Chico Buarque bolou em 1974 um estratagema para suas composições não serem obsessivamente dissecadas pelos censores, sempre à procura de pêlo em ovo: passou a enviá-las às  donas solanges  da vida com a assinatura inventada de Julinho da Adelaide . A artimanha deu tão certo que até uma entrevista do tal Julinho foi publicada na Última Hora , conforme se vê aqui . É óbvio que o segredo não duraria muito. Mas, permitiu que se tornassem bem conhecidas "Jorge Maravilha" ("E como já dizia Jorge Maravilha/ Prenhe de razão/ Mais vale uma filha na mão/ Do que dois pais voando") e "Acorda Amor". Esta última é uma limonada feita com o limão do pesadelo qu...