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Mostrando postagens de Janeiro 1, 2012

APOCALÍPSE QUANDO?

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Por Celso Lungaretti
Depois da consagração com "Disparada" no Festival da Record de 1966, Geraldo Vandré tentou repetir a dose no ano seguinte: na mesma linha do épico do boiadeiro, inscreveu um épico... do chofer de caminhão.

A estrutura era idêntica, havia também uma introdução ("Meu senhor, minha senhora/ vou falar com precisão/ não me negue nesta hora/ seu calor, sua atenção") bem nas pegadas da anterior ("Prepare o seu coração/ pras coisas que eu vou contar/ Eu venho lá do sertão/ e posso não lhe agradar"), letra longa descrevendo a   jornada do imbecil até o entendimento, etc.
E, como rendera boa divulgação prévia a utilização de uma queixada de burro como instrumento musical, ele levou novamente uma atração bizarra para o palco: uma possante buzina, que soou os acordes iniciais de "De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando" (ou, simplesmente, "Ventania").
A repetição de fórmula não colou, mas …