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Mostrando postagens de Abril 28, 2014

a bitola das maryluhs: àquelas que enxergam o horror como um louvor a deus...

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“faço livros como quem cria contradições, cria nós, solta bombas no meio da rua. qualquer coisa q pareça o contrário disso não é minha literatura.
e em tudo o q exerço minha “visão de mundo” exerço como um deslocado, um ser estranho q vive pra minar o existente, o institucional, o estabelecido: jogo pra quebrar as regras, por não poder estar em outro lugar, outro tempo: aqui e agora é o campo e o momento da luta. por isso não pertenço a nenhum lugar, seja cidade, região, país ou mundo. escrevo como respiro: contra o horror”

alberto lins calldas.:.quando a chama chega bem perto...

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● quando a chama chega bem perto ● ● mesmo sonhando todo dia com o fogo ● ● a fogueira queima da pele ate o osso ●
● no osso o tutano assa e se inflama ● ● o sangue borbulha como sopa de cebolas ● ● o olho os dedos e a lingua nada podem ●
● quando a rede se arma ha o desejo ● ● de cair na rede e pagar pelo crime todo ● ● q não se cometeu vida q não se viveu ●
● ser devorado carne a carne com sal ● ● com temperos leite de coco e verduras ● ● pratos de porcelana e talheres de prata ●
● quando o contraponto são tempestades ● ● enquanto todos se escondem sem pensar ● ● o castrador de porcos amola a lamina ●
● o castrador de porcos graceja e dança ● ● o castrador de porcos sabe o q fazer ● ● o castrador de porcos é um artista feliz ●
● quando não é hora e a boa hora chega ● ● a foice ta sempre muito bem afiada ● ● o castrador de porcos sabe trabalhar ●
● esse deus demonio goza no sangue ● ● goza nos pedaços q arranca no seu tear ● ● o castrador de porcos é essa clareza ●

ALBERTO LINS CALDAS: DE CORPO PRESENTE...

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MINOS de ALBERTO LINS CALDAS

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Por João José de Melo Franco Diz-se que Minos, quando morreu, o lendário rei que deu à antiga civilização cretense a qualidade de seu nome, a cultura minóica (séc. XV a.C.), desceu ao mundo subterrâneo, onde tornou-se um dos juízes dos mortos, que se apresentavam diante dele e eram encaminhados para determinados círculos do Inferno, segundo a falta mais grave que tinham cometido em vida. Assim ele é vivamente retratado por Dante Alighieri, no Canto V, no Inferno da Divina Comédia. E este também é o Minos de Alberto Lins Caldas, contudo, e surpreendentemente, o juiz dos mortos por ele referido, está, como o poeta, em um inferno invertido, não mais nos subterrâneos, mas entre nós, e à beiramar. Por estar entre os vivos, o Minos de Alberto, adquire uma amplitude humana, não apenas o rei lendário e o juiz dos mortos, mas também o criador de labirintos, o homem entre homens, o homem diante da natureza e do pensar, o criador de touros, o homem diante da brutalidade do existir, tão bem repr…