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Mostrando postagens de Dezembro 27, 2010

CARTA DE UM PROFESSOR AO NOVO GOVERNADOR DE RONDÔNIA CONFÚCIO MOURA- 02

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 1- Talvez eu não tenha sido feliz no que disse na primeira carta que escrevi para o senhor. Por favor, me desculpe se não me fiz entender como eu gostaria: de forma clara e direta a respeito das minhas expectativas em relação ao seu futuro governo, no que diz respeito precisamente à área de educação. Enquanto professor concursado e licenciado em História, lotado em um dos estabelecimentos de Ensino deste Estado, desde o ano de 1990, só demonstrei apenas minha estranheza na escolha do titular da pasta tomando por base fontes pessoais que disponho dentro da UFRO. Torço para que o ilustre e bem aventurado cidadão possa surpreender e a corresponder as necessidades da população nesta área. Pelo tempo que trabalho como professor dentro das escolas, pelo o que já passei, experienciei, ouvi, vi, li, fiz e fui constrangido a fazer me julgo em condições de, no mínimo, oferecer-lhes algumas sugestões no intuito de corroborar com o sucesso do vosso governo. Essa minha escrita parte da esperança…

COMO LIDARMOS COM OS TORTURADORES DA DITADURA?

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No artigo O debate que o Brasil não fez, o veterano analista político Clóvis Rossi apresenta interessantes observações sobre a atitude de argentinos e brasileiros face aos genocídios e atrocidades dos anos de chumbo. 
Vale a pena reproduzirmos o essencial de sua coluna que, no dia de Natal, fugiu à mesmice do tema obrigatório: "A Lei de Anistia foi emitida para, na essência, proteger um lado, o dos vencedores. Eram, a rigor, os únicos que não haviam sido punidos.

Os derrotados, ou seja, os opositores ao regime militar, tenham ou não adotado a luta armada, sofreram punições de acordo com a legislação convencional (prisão, p. ex.), punições por uma legislação de exceção (o banimento, p. ex.) e até punições à margem de qualquer lei, convencional ou de exceção, como mortes em supostos enfrentamentos, suicídios que foram assassinatos (caso Vladimir Herzog, p. ex.) e torturas.

...A Argentina precisou de 20 anos para retomar a discussão da anistia, mas o fez em todos os âmbitos que a demo…