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Mostrando postagens de dezembro, 2013

DESMILITARIZAÇÃO DO POLICIAMENTO IMPÕE-SE DESDE 1985!!!

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Por Celso Lungaretti N o instante em que é novamente discutida a substituição das polícias militarizadas brasileiras por instituições civis, vale lembrarmos que, no final de junho de 2012, o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas recomendou a extinção das ditas cujas, em função não só de seu altíssimo índice de letalidade, mas também do fato de que parte expressiva de tais óbitos se devia a "execuções extrajudiciais". Após analisar 11 mil casos de alegadas   resistências seguidas de morte , a ONU constatou o que por aqui todos estávamos carecas de saber desde 1992, quando Caco Barcellos lançou seu primoroso livro-reportagem  Rota 66 - A história da polícia que mata : frequentemente não houvera resistência nenhuma mas, tão somente, assassinatos a sangue frio de suspeitos já rendidos. Para piorar, as autoridades brasileiras quase sempre acobertavam os homicídios desnecessários e covardes perpetrados pelos PMs. Na reunião da ONU em que se discutiu

AS RODAS DA HISTÓRIA GIRAM E A FASCISTIZAÇÃO DA USP É DETIDA

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Por Celso Lungaretti H á companheiros que igualam a atual democracia a serviço dos poderosos à ditadura de 1964/85. Geralmente, os que nasceram depois dos  anos de chumbo  ou eram muito jovens para guardarem uma lembrança mais precisa do arbítrio. Um pequeno exemplo da diferença entre os dois períodos históricos acaba de ser dado pelo governador Geraldo  Opus Dei  Alckmin. Em novembro de 2009, o então governador José Serra, prestes a fazer uma campanha presidencial de orientação acentuadamente direitista, escolheu para reitor da Universidade de São Paulo o segundo colocado na lista tríplice que lhe foi submetida: João Grandino Rodas, menina dos olhos da Tradição, Família e Propriedade. Rodas tinha o pior currículo possível e imaginável. Como diretor da Faculdade de Direito da USP, requisitou em agosto de 2007 a entrada da tropa de choque da PM para a expulsão de manifestantes que haviam ocupado o prédio em função da Jornada em Defesa da Educação. Integrando

HÁ 45 ANOS ESTÁVAMOS SAINDO DO AZUL E ENTRANDO NAS TREVAS

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"E você tendo ido, não pode voltar, quando sai do azul e entra nas trevas" (Neil Young, "Hey Hey My My" ) N uma nação tão desmemoriada como o Brasil, é importante falarmos, tanto quanto possível, nos grandes erros e nos grandes acertos, em benefício das novas gerações. Fico estarrecido com o desconhecimento da História por parte dos jovens de hoje. Já houve universitário que me perguntou se a quartelada de 1964 não havia sido deflagrada para evitar a emancipação dos Estados sulinos, que estariam pretendendo formar um novo país... E aquele augúrio agourento me incomoda: quem não aprende com as lições da História, está fadado a repeti-la. Ora, o Ato Institucional nº 5 foi um acontecimento tão nefasto na vida brasileira que não podemos deixar, de maneira nenhuma, margem para sua repetição.  De maneira nenhuma! Então, quando o AI-5 completa 45 anos, é importante recapitularmos o  golpe dentro do golpe   que levou ao paroxismo o fechamento ditatorial do País.

Tempo de Agradecer: a quem honra, honra n’é Celso Lungaretti?

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Boa noite Celso! “Nas nossas vidas diárias, devemos ver que não é a felicidade que nos faz agradecidos, mas a gratidão é que nos faz felizes” Albert Clarke Espero que você esteja bem de saúde. Eu, não sei se eu o informei que desde 2009 fui afastado das salas de aula por problema de saúde, fruto de intenso assédio moral que sofri da parte de uma colega em posição de poder dentro de uma escola que trabalhei. Ela era a diretora da escola! Tornara-me um ser depressivo e um dependente químico. Para conseguir dormir tomo Rivotril e para controlar a ansiedade monstruosa, o nervosismo horrendo que vez por outra insiste em reaparecer quando me encontro em situação de stress no local de trabalho tomo Amitril. Desde então meu “status” dentro da Escola Pública “caiu”. Pois, estou readaptado. Isto é, tornara-me uma espécie de “pau para toda obra”: flanelinha, manobristas de carros de colegas no estacionamento da escola; garçom, entregador de cafezinho, bibliotecário, garoto de recado e

ESTÃO LEVANDO O RAFAEL BRAGA VIEIRA. QUEM SE IMPORTA?

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Por Celso Lungaretti A  estimada companheira Auriluz Pires Cerqueira chamou a atenção para uma notícia que me passara despercebida na última semana: a inacreditável condenação do morador de rua Rafael Braga Vieira a 70 meses de prisão em regime fechado, apenas e tão somente por haver sido encontrado com produtos de limpeza que poderiam,  eventualmente , ser utilizados no preparo de coquetéis molotov (para mais detalhes, leiam  este bom artigo  da blogueira Ana Aranha).  Ou seja, que ninguém ouse circular por perto dos logradouros onde a Polícia Militar massacra e barbariza manifestantes portando latas de Pinho Sol e de água sanitária, caso contrário poderá ser condenado como terrorista, mesmo inexistindo a mais remota evidência de que pretendesse utilizá-los para incinerar os fardados (e a vassoura que ele também carregava, que papel teria no  atentado ?).  Pior ainda se já houver sido preso duas vezes como ladrão. Isto será tido como agravante por parte de togados qu

MANDELA E GANDHI: LUMINOSAS EXCEÇÕES NUM SÉCULO SANGUINÁRIO

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Por Celso Lungaretti M andela e Gandhi foram líderes admiráveis, com trajetórias muito parecidas, exceto no seu final. Mais afortunado, o primeiro terminou seus dias placidamente como merecia, enquanto o arauto da não violência deparou com a besta-fera que ninguém merece encontrar.   Ambos enfrentaram inimigos odiosos, com os quais nenhuma pessoa decente poderia ser tolerante: o apartheid e o colonialismo. Os dois chegaram a trilhar os caminhos da força, mas depois perceberam que a maior vulnerabilidade dos inimigos era a moral. E disto souberam tirar máximo proveito, para alcançarem seus objetivos com desperdício de vidas relativamente pequeno. Tiveram sensibilidade para perceber o papel que uma grande liderança carismática pode desempenhar em luta deste tipo, granjeando simpatia para a causa no mundo inteiro. E, favorecidos por suas auras de martírio, incorporaram magnificamente tal figurino, Mandela com características laicas e Gandhi como um homem santo, seg