Tempo de Agradecer: a quem honra, honra n’é Celso Lungaretti?


Boa noite Celso!
“Nas nossas vidas diárias, devemos ver que não é a felicidade que nos faz agradecidos, mas a gratidão é que nos faz felizes” Albert Clarke

Espero que você esteja bem de saúde. Eu, não sei se eu o informei que desde 2009 fui afastado das salas de aula por problema de saúde, fruto de intenso assédio moral que sofri da parte de uma colega em posição de poder dentro de uma escola que trabalhei. Ela era a diretora da escola! Tornara-me um ser depressivo e um dependente químico. Para conseguir dormir tomo Rivotril e para controlar a ansiedade monstruosa, o nervosismo horrendo que vez por outra insiste em reaparecer quando me encontro em situação de stress no local de trabalho tomo Amitril. Desde então meu “status” dentro da Escola Pública “caiu”. Pois, estou readaptado. Isto é, tornara-me uma espécie de “pau para toda obra”: flanelinha, manobristas de carros de colegas no estacionamento da escola; garçom, entregador de cafezinho, bibliotecário, garoto de recado e, na maioria das vezes também fazem de mim de criado mudo, e como tal, não sou mais visto como “professor” pelos “colegas”. Fato de que vem me induzido fortemente a não me importar. O tempo e certas pessoas do mundo dos barnabés, isto é, do mundo das Escolas Públicas, do funcionalismo público de Rondônia com quem tenho de conviver, muitos, inclusive, ex-colegas de universidade que eu pensava que eram meus amigos cada vez mais tem me cansado muito e feito eu me distanciar deles. Isso tem me tornado uma pessoa com quase nenhum amigo: sem semelhantes para prosear, poeticamente falando, sem um espelho que me diga: “tu és lindo” [Rubem Alves]. Esta tem sido minha sina no momento, meu amigo.
            De certo modo “ganhei” um pouco mais de tempo e estou, desde então exercitando a escrita. Vinha fazendo isso com os textos postados no Blog. Nesses últimos meses dei um tempo por está focado num projeto de pesquisa para o Mestrado em História e Estudos Culturais da UFRO que ainda irei entrar via processo de seleção em 2014. Por isso você me ver mais no Facebook que no Blog. Estou em fase de LEVANTAMENTO DA DOCUMENTAÇÃO EXISTENTE acerca da temática provisória que me propus pesquisar: A PRESENÇA BATISTA EM PORTO VELHO E GUAJARÁ MIRIM NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO 20. No momento concentro minhas atenções para a primeira Igreja Batista de Porto Velho [Rondônia]. Tenho me encontrado constantemente com um professor, doutor da UFRO que se dispõe a ser meu orientador e ando lendo acerca do tema. Todo esse esforço para quando for me candidatar ao processo de seleção em 2014 já esteja com 50% da pesquisa concluída. Então, esta tem sido o motivo de você e os seguidores do blog não verem mais textos meus nele publicados.
            Não consegui ainda a documentação referente aos anos 20 a 40 do século 50 que é o período de formação da Igreja; o período por mim inicialmente delimitado Os únicos documentos que estou tendo acesso no momento são referentes aos anos 60. Especialmente do ano de 1964 em diante. Nos que consegui ler, percebi o quanto os militares são exageradamente bem tratado pelo pastor da época. Então, como uma coisa puxa outra, estou tendo a necessidade de ler sobre o papel dos protestantes durante a ditadura militar para tentar identificar qual tem sido o papel dos batistas de Porto Velho nesse período de nossa história. Por causa do difícil acesso a documentação do período que, de fato, me interessa ando pensando na possibilidade de re-delimitar meu período histórico de pesquisa. A propósito, por um acaso, será que você tem algum conhecimento a respeito disso? Já escreveu a respeito ou tem acesso a textos ou sugestões de livros sobre essa temática? Se tiver, por favor, me informe visse?
            Quero concluir esta carta agradecendo muito por sua amizade, por ser o cara legal que você tem sido e por não deixar o blog morrer. Suas colaborações enaltecem muito o blog do DesProf. Peixoto que é seu também. Benjamim Constant disse que “a gratidão tem memória curta”. Eu discordo dele. Quem tem memória curta é quem se esquece de ser grato, pior, costuma ser ingrato. Eu não gosto de ser ingrato, nem gosto de ingratidão e estou aprendendo a conviver com os ingratos a minha volta. Neste sentido gosto muito de uma recomendação atribuída ao apóstolo Paulo que diz que ele disse: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor [Romanos 13:8]”. Esta, portanto é a única dívida que gostaria de ter com todas as pessoas, especialmente daquelas que gostam de mim e de quem eu gosto. Você é uma entre elas! Torço para que você continue sendo quem tem sido em 2014.
Desejo um feliz natal, um bom ano novo, uma boa vida, longa e próspera naufrago da utopia!

A quem honra, honra n’é Celso Lungaretti?

Grato, Peixoto.
©Blog do DesProf.Peixoto
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