EPIFÂNIA BARBOSA E O VALOR DO SEU DISCURSO



Considerações acerca do valor do discurso da Deputada Estadual do PT de Rondônia a respeito dos trabalhadores da educação em estado pré-greve.
 
— Ouvi num site no dia 27 de Abril, com muita atenção, o discurso da Epifânia Barbosa do PT na assembléia ordinária acerca do aumento de salário que os trabalhadores em educação de Rondônia vêm pedindo ao novo governo e a ameaça de realizarem uma greve caso não seja atendidos. Eis algumas considerações acerca do valor do que ouvi da nobre professora-deputada:

1. A Assembléia Legislativa desse Estado é de dar nojo e vergonha até para mim que não sou nascido aqui [graças a Deus!] Nunca vi uma instituição tão subserviente ao poder executivo esteja ele sendo governado por quem quer que seja. Um bom exemplo desse fato foi o comportamento da legislatura passada e retrasada. A legislatura da era CACA [Cassol-Cahulla] que só dizia amém a tudo o que o poder executivo enviava para lá ser aprovado. O atual presidente, o evangélico Sr.Valter Araújo era [e ainda é...] um dos cassolistas mais devotados entre todos os que lá existiam. Nunca agiu e nem pensou por si mesmo, com autonomia. Eram os olhos, a boca e o cérebro do Cassol na casa “do povo”. Basta dar uma olhadinha no Google imagem para vermos quantas fotos ele aparece juntinho sorridente e feliz ao lado ou perto do seu mentor espiritual e político. O presidente do Templo Central das Assembléias de Deus de Rondônia, Pastor Joel Holder, perdia feio em comparação com o ex-governador no quesito influência espiritual. Logo, quando o Sr.Valter se fez presidente da ALE sob o slogan da “autonomia”, ele insultou a inteligência de todos os que têm um mínimo de memória nesse Estado.

2. No que diz respeito à Epifânia. Ela me fez acreditar numa das suas reuniões de propaganda da sua candidatura a deputada estadual, na residência do Sr. Claudomar em frente da escola municipal Pé de Murici, no bairro Planalto, que ao contrário dos deputados da legislatura CACA, seria uma deputada diferente! Que atenderia sem frescura e burocratismo quem quer que fosse a sua procura e que, mesmo que o governador fosse do partido dela, agiria com a autonomia devida. Que seria uma deputada do povo, não do governo! O engraçado é que hoje nem e-mail a nobre deputada se dar ao trabalho de atender.

3. O Partido dela perdeu no primeiro turno e apoiou o PMDB no segundo ajudando-o a vencer a eleição. Como prêmio costumeiro nessas ocasiões o seu partido ganhou alguns cargos no novo governo. Passou a fazer parte dele. Ela também venceu e foi feita deputada estadual. Todavia, mal toma posse e o que acontece? Ela e o correligionário Hermínio votam duas vezes seguida contra o governo a qual faz parte se aliando justamente ao deputado cassolista ortodoxo supracitado fazendo parte da mesa diretora da Assembléia Legislativa estadual. Resumindo: no parlamento ela e o coleguinha se tornaram, na prática, cassolistas e os petistas de dentro do governo confusos, digo, confucionistas.

4. Não sei como ela e o Hermínio, ambos do PT e o próprio PT conseguem acender uma vela para deus o diabo ao mesmo tempo. Não se trata do senso-comum que diz que todos os políticos são iguais e que a política funciona sempre desse jeito. Não, não se trata disso! Porque isso nunca foi uma verdade absoluta. Não podemos generalizar. Talvez o comportamento da Epifânia e do Hermínio seja apenas mais um efeito do lulismo e de seu extremo pragmatismo visto durante o governo Lula e que ainda está em voga depois dele no governo federal.

5. O fato é que Epifânia e o Hermínio têm pensado e agido até agora em função do lucro financeiro e político que podem obter apenas para si mesmo. Melhor que ser deputado estadual, é ser integrante da mesa diretora da mesma não importando a que custo. Não importando se a aliança política é sórdida ou santa! Ontem o PT a qual eles pertencem foi oposição ao governo CACA, hoje são coleguinhas e, ao mesmo tempo, são coleguinhas do atual governo. Se for possível comer nos dois pratos ao mesmo tempo, porque vou me preocupar em fazer dieta? As favas com a porra da ética! Com uma prática dessas, que crédito o discurso da Epifânia merece? Que benefícios um discurso sem valor pode fazer para aos trabalhadores em educação?

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