PUNIÇÃO POR CAUSA DE GOZAÇÕES À UM "CHEFE" VISTO NA CARREATA DO GOVERNO

Será que escapo dessa vez só porque me manifestei contra o "chefe"?


Primeiro:

# Aqui, nas escolas de Rondônia, nos hospitais, nas suas ruas, calçadas, avenidas, roças, mato, capoeira, asfalto, banheiro, palácio do governo e etc. aqui onde o diabo perdeu as botas, onde fica o cu de Judas tudo pode acontecer. Fuleragens mil. Em se tratando dos caras que tem o poder econômico, político ou qualquer coisa parecida com isso: eles podem tudo! Fodem com tudo e com todos que quiserem! Democracia aqui serve de cobertor para os horrores do autoritarismo e de esconderijo dos herdeiros e filhotes da ditadura militar. Para aqui vieram se instalar a muito tempo, para fazer daqui o seu paraíso, o seu “far West” out Law and out shame. Distante dos lugares onde eles não teriam como existirem da forma como existem neste canto tão, tão “far way”. Aqui, não é preciso sair do armário, porque não há armários: se houver, é somente para os covardes, traidores da categoria da qual faz parte, àqueles que sempre dizem amém; àqueles que vendem sua alma por uma portariazinha de merda; àqueles que mesmo sendo tudo isso odeia ser revelado: que, no fundo do fundo alheio, optaram pelos os que estão no poder na esperança de um cãozinho vira-lata faminto que, ao menos, lhes sejam dadas as sobras que, porventura, caia da mesa dos seus adestradores mandarins da Amazônia.

Segundo:

#Neste, canto tão distante de tudo e de nada. Nesta, “a fazenda”, onde todas as galinhas cacarejam iguaiszinhas, onde só se ouve vários sons do mesmo e de quase todos: o barulho, as carreatas, as invasões telefônicas de domicílio, as piadinhas durante o expediente de trabalho pró governo; as subliminares ameaças, os adesivos postos e retirados nas salas de aula pró governo, as ironias em cima de quem sempre levou fumo deste governo, o deboche governista, o cotôco que ex-governante deu para quem lhe criticou e que criticam são pequenas amostras da catinga exalada pelo mofo de 64 ainda fedendo neste recanto do Brasil e que se sente plenamente dentro das escolas públicas de “rondonha”, medonha, como muitos falam por aqui. A Rondônia dos sonhos dos caras que sempre mandaram aqui. Nesta, a fazenda, só se disputa para ser o fazendeiro da vez: o resto que se lasque!

Terceiro:

#Em meio a toda essa “existência atípica”, não por ser diferente, mas por tentar se igualar a mesma merda de outros, as mesmas sacanagens dos outros, as mesmas queimadas dos outros, a mesma industrialização dos outros, as mesmas políticas públicas do outros, as mesmas formas de enriquecimento duvidoso dos outros. A mesma droga de escola dos outros. Puros reflexos opacos de tanta fumaça produzida, por tanto exageros gerados, por tantas injustiças cometidas. Dobra de dobra, discursos de discursos, lezeiras abençoadamente repetidas, diversão confundida com confusão, com expoagro. Seriedade com submissão. Mas há quem tente destoar, há quem procura ter seu canto próprio, há quem tente ser sujeito mesmo sendo o tempo todo asujeitado. Há quem ainda se manifeste contrariamente, quem reme contra a maré: que se recusa a vegetar, a se “zumbificar”.

Quarto:

#Esses não passam de um pingado de gente. Neste vale de ossos secos há quem ainda ousa profetizar. Há quem tenta produzir possibilidades de beleza; há quem se arrisca a dizer não; a chamar de “pelego” a quem jamais deveria ser chamado assim se assim não agisse. Há quem ainda sonha em meio à feiúra existencial deste local que é só belo para os feios de coração. Há ainda quem gasta seu tempo para por em textos sonhos que jamais se realizarão; idéias que jamais fertilizadas serão, mas que ajudam a transcender a vida medíocre que é, desgraçadamente repetidas, reproduzidas e imposta neste para a maioria das pessoas que aqui estão.

Quinto:

Hoje, a tarde, depois do intervalo destinado a merenda escolar, depois da segunda aula, estava eu de prosa rápida com as colegas merendeiras: me deparei com o nobre diretor da escola encostado na porta me ouvindo. Ele me mandou lhe acompanhar até a secretaria da escola e diante de duas colegas que lá trabalham me informou que seria devolvido [leia-se: expulso] da escola na segunda feira, um dia após as eleições. Motivo: “ter gritado” na rua com ele, chamando-o de “pelego” ao vê-lo participando com seu carro da carreata política promovida pelo governador que é candidato a reeleição e ao ex-governador que é candidato ao senado federal. Eu, da minha parte apenas estava gozando do gesto dele, não dele. Não me referi à pessoa dele, mas a “opção” dele de sair às pressas da escola para fazer coro nesta referida “carreata”. Escrevo opção entre aspas, porque seu gesto levanta a suspeita de que ele não está ali por convicção, mas por “gratificação”. Eis o motivo da minha gozação. Como não temos o controle do entendimento que os possíveis interlocutores podem ter, podemos ser entendido de inúmeras maneiras. Este é um risco que não só eu corro, mas ele também quando solta as piadinhas dele pró-governo no ambiente de trabalho ou debocha de quem pensa diferente. Infelizmente, parece que, SE ELE FALOU SÉRIO COMIGO, na segunda feira ele me expulsará da escola. Serei, como se diz no jargão escolar daqui: devolvido a Representação de ensino com relatório do crime que ele afirma que eu cometi contra ele, em público, num ambiente de disputa política. Parece que para o nobre diretor, não vale o dizer popular de que: ”bala trocada não dói!”. Se for verdade o que ele disse hoje à tarde, serei sim decapitado pelo crime de manifestar o que penso dos pensamentos e ações dele publicamente. Mas, tomara que o nobre diretor só esteja de brincadeira comigo.

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