O BLAH, BLAH, BLAH POLÍTIQUÊS DO RAUPP E SEUS CÔGENERES E O VALE DE OSSOS SECOS

Não é de hoje esse blah, blah, blah rauppista:quem se deu bem mesmo?


1- Hoje pela manhã num canal local vi e ouvi o senador re-eleito pelo estado de Rondônia e presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp sendo entrevistado. Ele é uma figura humilde, mas, insistentemente onipresente em todo este estado por enquanto. Coisa de político: está sempre na mídia: ser midiático o quanto for possível. Acredita que só existe se for desse jeito. Ele não é o único a agir assim, é obvio. Neste texto, cito-o apenas para falar de todos os outros políticos profissionais deste país. Poderia ser qualquer um, mas o escolhi como “símbolo” porque ele teve o azar de me cansar com seu blah, blah, blah politiqueiro de hoje. Mas, tenha paciência, ele fala, fala e fala e não consegue empolgar. Ele não me deixou esperançoso. Pelo contrário: aguçou meu ceticismo. Lembrou-me a aventura do profeta Ezequiel que lemos no livro do velho testamento da bíblia cristã no livro do mesmo nome do profeta, capítulo 37. Mas, porém, contudo, todavia, lendo essa aventura às avessas, a contrapelo. Uma leitura ao contrário das ortodoxamente feitas por aí. Isto é: quando Raupp e seus clones se colocam de pé para “profetizar”, para fazer declarações verbais via mídia eletrônica principalmente, não se dirige a um vale de ossos secos, mas “profetiza” a partir de um! E fala para os seres viventes. Será que é para que, no fim, sejam todos transformados em zumbis? Em ossos secos? Suspeito que sim. Vamos ver como.

Este é o efeito prático do discurso  de muitos políticos como o do senhor senador....


2. Como é de seu [mal] costume, ele atualizou o que disse e foi publicado em 26/08/10 no site rondonoticias.com e outros sites por aí - eternas atualizações do mesmo discurso: “Nesses sete anos e meio de Senado, apresentei muitos projetos que melhoraram a qualidade de vida da população de Rondônia,...” Por isso: elegi-me senador de novo! Apresentei dezenas, centena e milhares de projetos no senado tais como: “desmatamento zero”; a criação das ZPE’s [“Zona” franca...] para empregar as futuras 30 a 40 mil desempregadas [essas especialmente, com certeza!] e desempregados das obras das Usinas quando estas acabarem; a construção do gasoduto Urucu-Porto Velho; a rodovia transcontinental, que vai interligar Rondônia a portos do oceano Pacífico, no Peru, concluirei o teatro estadual, a arena para alojar o carnaval de época, fora de época, a flor do maracujá; asfaltarei o caminho encascalhado que dá para o céu; farei as pontes que ligarão brasileiro e bolivianos, ajudarei o Confúcio, o prefeito, os 52 municípios e os que surgirem no futuro e blah, blah, blah, blah... Putz! Que papo futurista chato! O que foi mesmo que melhorou em minha vida e na de muitos outros mesmo em senhor político? Não só eu, mas outros continuam na merda. Já reparou como a atuação política dos senhores, por exemplo, não afetou em nada o sistema educacional em Rondônia? No Brasil? Que a sustentação política que seu partido tem dado e promete continuar dando para o governo federal é limitante, insuficiente e conservadora principalmente? Que nada de radical, que nenhuma ruptura significativa por menor que seja não aconteceu?

3. Outra coisa de secar qualquer pessoa até os ossos aparecerem: o seu papo de “conciliador”. Afirmou em sua entrevista que político não pode guardar rancor, mágoa e qualquer outro sentimento ruim em relação aos adversários políticos. Ora bolas, como tomar uísque com o demônio após o Armagedom? Como antes das eleições, durante elas e fora do poder ocorrem declarações beligerantes, ácidas, escrotas e até caluniosas contra os concorrentes e depois do processo eleitoral, depois que ganha vem com essa conversa mole de “amiguinho”. Sabemos que em se tratando do senhor, especificamente falando, o senhor não foi visto agindo assim na televisão pelo o menos, mas seus “inimigos” assim fizeram. O senhor agora, para dar uma de gentleman cristão, vem com essa conversa?! O senhor afirmou ter votado no Cassol na primeira eleição dele; que teve até o voto do cara que, infelizmente, o pôs no mundo e do irmãozinho dele. Afirmou que o infeliz do PPS de Rondônia, o tal do M.Mendes, eleito deputado federal, que fez campanha para o Serra vai ser o novo coordenador político da “bancada de Rondônia”! Que a alma sebosa do “Garção” que fez campanha contra a Dilma também vai comungar com você! Todos “unidos” pró Rondônia? Vai te danar “Omem”! [Sem “H” mesmo!]. Isto não é política, é sacanagem mesmo. Isto é cinismo político safado e sem vergonha. Não é jogo, mas brincadeira de péssimo gosto, maldosa, proposital apenas para se dar bem sozinho e, por extensão, “foder” quem não podem e não sabe fazer da política um bem público de fato. E que, foram também levados por um Estado com esta sua personalidade, ao longo de nossa história, a não gostar de política e de deixá-la nas mãos de políticos “conciliadores” que nem você e seus “amigos” como os da família cassol por exemplo.

4. Recuso-me a aceitar que a política tenha de ser assim deste jeito mesmo. Que isso é “jogo” e que é a sua “natureza”! Que sempre foi e será assim! Porra nenhuma! Tais afirmações comuns na boca de muitas pessoas seja ela escolarizada ou não, é que naturaliza tais falas e práticas como as do senhor senador da república. Por que será que tem de ser assim sempre? O senhor acredita mesmo que convence a todos com esta sua conversinha mansa? Só porque foi “o cara” mais votado para o senado aqui em Rondônia? O senhor não é muito diferente do Sarney cuja família manda no Maranhão. Transformou-se num oligarca tal qual. Por isso não é de se estranhar suas declarações de hoje senhor senador. Por isso dar tapinhas nas costas dos seus pares políticos da mesma classe social, teoricamente falando, conclama a todos “eles”, os caras [de pau] a “se unirem” pró Rondônia, pró-Brasil e fica repetindo os supostos benefícios que sua fala, a todo o custo, tenta universalizar. Isso sim é ideológico. As tais propaladas “boas ações” deram bons resultados sim: garantiram sua re-eleição e da sua senhora, ajudaram gente do PV, do PPS e do PP e o projeto político conservador que dão sustentação nesse pedaço do País.

5. Enquanto a política que tem sido sempre feita continuar existindo, se ela não for denunciada, criticada, combatida e execrada, ela continuará existindo tranquilamente. As políticas de alianças precisam ser repensadas. O próprio conceito de aliança tem que ser revisto. Esta separação entre aliança e amizade tem que ser posta em dúvida. Não se trata apenas da convivência entre diferentes. Afinal de contas, nós não vivemos numa sociedade dividida em classes sociais opostas, antagônicas? Ou será que não? Sinto e vivo numa. Afirmar o contrário é fazer o jogo dos representantes das classes que me subjugam, que me exploram, que me fodem por meio do trabalho que sou obrigado a fazer para viver. Ser conciliador entre os diferentes da minha classe social é uma coisa, agora ser conciliador com quem me explora e se porta como superior a mim, é outra coisa. Fazer discursos de união entre representantes de classes diferentes é conversa para boi dormir, é blah, blah, blah mesmo. Se o senador estiver se dirigindo aos seus “iguais” dentro da classe social em que se encontra, sua retórica é manjada e, de certo modo, imitada pelos seus “amiguinhos”. Não obstante, se sua pretensão é falar para o “povo”... Coitado do POVO! Coitada dessas paragens cheia de vida, pois, estarão sendo aos poucos transformadas no seu oposto. Que não se espere nada melhor que o vale de ossos secos como desfecho.

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