NOVA DIREÇÃO TAMPÃO ESCOLHIDA PARA CUIDAR DA ESCOLA PRISCILA RODRIGUES GHAGAS EM ROLIM DE MOURA


1. Os professores Alzemiro de Jesus, carinhosamente conhecido como “o goiaba” e Jolsiane Caselato, ou simplesmente “Jolsie” foram na tarde de hoje “os escolhidos” para dirigirem a E.E.E.F.M Priscila Rodrigues Chagas, localizada na Avenida Cecília Meireles no bairro Cidade Alta em Rolim de Moura até a realização formal das eleições para diretores das Escolas Públicas prometida pelo governador Confúcio Moura durante sua campanha enquanto ainda era candidato. O fato que motivou tal escolha foi à decisão da então diretora professora Maria Aparecida Silva, a Cida Silva, de entregar o cargo após ter passado no processo seletivo para professor adjunto de Teoria da História na UFRO campo de Rolim de Moura. Após informar a sua decisão de deixar o cargo ao Representante de Ensino, ele tentou insistir na permanência dela. Uma vez não conseguindo, pediu-lhes que sugerisse um nome para substituí-la no cargo. Ela recusou argumentando que o melhor procedimento seria o de permitir aos pares que fizessem a “escolha”.

2. A notícia da saída da Cida antes de ser confirmada de fato já provocava muitas especulações, bem como, a movimentação de professores e outros funcionários da escola nos seus bastidores no sentido de fazer seus preferidos ocuparem o lugar que ela deixaria. Comportamentos normais diante duma mudança que afeta a todos numa escola, embora que no discurso, alguns dessem uma de “desentendido” ou de “leso” e demonstrassem um aparente desapreço e incompreensão pelo calor dos interessem em jogo nessa reunião. O curioso era que algumas dessas mesmas pessoas que, mesmo de forma desorganizada, agiam e articulavam-se pelos corredores e cantinhos da escola eram as mesmas que durante o evento se doíam, se escandalizavam quando acreditavam estarem sendo taxado pelo colega agirem desse jeito como se isso fosse uma ofensa, um crime.

3. A Representação de Ensino local fez a CONCESSÃO, uma rara exceção ao [mal] costume em vigor. Enquanto a proposta de Gestão Democrática do Governo Confúcio Moura através do processo eleitoral de escolha da direção escolar não for transformada em lei pela Assembléia Legislativa neste ano, é esta “maldição”, digo, “tradição” que continua sendo posta em prática: a velha NOMEAÇÃO! No caso do Priscila e de algumas outras dentro do Estado, a concessão se deu ou se dar de uma forma “negociada”, “consensual” e conveniente aos interesses do dono local das RENs, a fim de evitar problemas imediatos para elas mesmas. Coisa que nesse governo se valoriza muito no momento.

4. Foi mais ou menos desse jeito então, que um apaixonado cassolista, um típico “cassóladra” do interior com sua vice, uma fiel sinterista [escudeira da eterna direção do SINTERO] e aparente simpatizante do PT foram “escolhidos” como diretores-tampões dessa escola pela maioria dos seus pares ali presentes juntamente com o pessoal de apoio, a pequena bibliotecária baiana, a esbelta orientadora também baiana, as microvisoras, merendeiras e moças que trabalham na secretaria. Havia mais que 46 pessoas presentes nessa reunião, porém, só 46 delas realmente participaram da “escolha”. Mesmo num clima quase caótico, esses 46 conseguiram definir duas chapas e decidir pelo voto secreto. A chapa 01 tendo como candidato a diretor o “goiaba” e a professora “Jolsie” como vice e a chapa 02 tendo como diretora a mesma professora “Jolsie”, mas como vice, a professora Rita Degam. Esta, uma anti-cassolista radical. A primeira teve 32 votos, a chapa número 02 teve 13 e 01 abstenção.

5. A reunião que resultou na escolha de um cassolista que já foi diretor da escola por oito anos durante o governo Cassol careceu de uma condução embasada num regimento interno, fundamentada, por sua vez também, num estatuto que todas as escolas Públicas deveriam ter caso fossem, de fato, autônomas e os governantes valorizassem realmente o processo democrático a partir do sistema educacional oferecido pelo Estado. Coisa que não existe ainda. A sociedade brasileira passou por mais uma “redemocratização” no século 20, mas, a vontade de que ela chegasse às Escolas Públicas e de Rondônia só se deu agora no século 21. Talvez seja esse atraso e a falta de prática na própria sala de aula de muitos desses que se dizem educadores, que fez com que a “escolha” feita hoje, acontecesse do jeito como aconteceu. Será um ensaio do que está porvir. Isso tudo, essa tal “Gestão Democrática” pensada e decidida de cima pára baixo, sem, no mínimo, passar por algumas audiências públicas, podem, para o nosso azar, ter o sabor azedo que as “prévias” de hoje tiveram para muitos. Bem diferente daquele que hoje sonhamos.
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