Suênia e Eu


Minha conterrânea: eu sou pernambucano do “Ré”cife e ela é da Paraíba. Ela aprecia Campina Grande, eu Caruaru: cidades aguerridas. Ela sabe dançar um forró que nunca aprendi na vida. Mas sou confortado com o belo fato do meu São João sempre ser maior que o da sua vila! As mesmas canas moídas nos engenhos e rapaduras nordestinas nossa sina nos deu: de poder fazer cada um a sua história com essas coisas divinas que o nordeste nos deu.

Trilhei caminho da História e ela o da língua portuguesa. Eu divago: o e no tempo sempre penso. Ela simplesmente vive intensamente sua breve conjugação no tempo presente. Lemos o mundo assim como o vemos, desse jeito, sem aperreio de perdermos nossos “Oxentes”, “Visses” e todos demais traquejo musical do nosso comum dialeto.

Ela gosta de fulia e eu de harmonia sem nos perdermos, contanto, nas estripulias na vida dura que levamos a cada dia. Ela prefere mais a fumaça e eu o vento e os cheiros das neblinas matutinas. Ela é pau prá toda obra na escola: já eu sou dispersivo apenas em minha própria disciplina.

Suênia e Eu; eu e Suênia: nordestinos de coração e de cabeça, com histórias de vida parecidas diferentemente sendo tecida numa terra tão distante e diferente daquela que cada um de nós nasceu. Mesmo longe hoje dela, guardaremos sempre o que há de melhor se continuarmos sendo o que sempre fomos à vida inteira, toda até agora: nós mesmos: Suênia e Eu: nordestinos e amigos até então.

©Desprof.Peixoto

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