a transputaria e sua lição.




1- No dia 27 de Junho um colega de repartição pública, chamado Marcos Brasil, conhecido como “Marquito”, disse em tom de brincadeira: “serei federal primeiro que vocês!” Ele não falava com deboche e nem estava tripudiando colega algum. Apenas demonstrava uma satisfação justa e merecida por ter passado no concurso público para técnico da UNIR: Universidade Federal de Rondônia. Mas, não se deu conta do valor do que disse. Do caminho de não ficar “transputo” e ser mais uma vítima da caridade da do Governo da Presidenta Dilma, talvez beneficiário pelo seu programa Brasil “Carinhoso”. Ô paísinho pra gostar tanto de fazer “programas”!

2- Não consigo esquecer as suas palavras. Uma pequena frase dita em momento de descontração pessoal, porém carregada de significado para mim. Pois acabava de ser informado que a desejada transposição para os quadros federais não aconteceria. O desejo de escapar das dores do vivido, de se ver livre dessa distopia chamada Rondônia não aconteceria. Não pelo caminho, desejo, imaginação, pressa, jeito e tempo dos prováveis beneficiários. Não, nada disso! A esses não é dado o direito de serem os protagonistas dessa história dentro do governo da cooperação e, muito menos, no governo do Brasil carinhoso. Quem eles pensam que são para quererem isso? k-sol? raup? marinha? moreira mendes? nazif? nilton?carlos? donadon? tom? mauelzinho? matta? klosinski? wildes? duarte? Esses, infelizmente, são únicos detentores desse protagonismo. O tempo, o dia e à hora são eles que controlam como melhor lhes convier, não quem eles dizem representar.

3- Finalmente eu percebi. Marquito tem razão! Só existe uma transposição verdadeira: aquela que você conquista por esforço próprio. Passando num concurso público federal como ele passou. Estudando muito, sendo disciplinado, focado, objetivo e persistente. Fora isso: só fraude, ilusão, frustração, perca de tempo, enganação e bestagem. Fora disso, só transputaria com bem disse e nomeou meu amigo Pantera!

4- Transputaria não é a negação da transposição, mas o seu deboche, sua execração, sua nua desqualificação e a mais importante lição de que: o cinismo continua a reinar soberano entre os coronéis dessa região. Os “políticuzinhos” rondonienses, além de paroquiais, não transcendem essa sua excrementícia forma histórica de verem e lidarem com a situação. Brincam, maldosamente, com as pessoas que usam para se darem bem em toda e qualquer ocasião. Por tudo isso e mais alguma coisa de ruim: são o que são. “Transputadores” sadícos por vocação, sacanagem pura: sem misericórdia e decência mínima que se requer de todo cidadão. Não há exceção! Porque toda ela, quando há, não passa de outra miragem: mera tapeação. O que fazer então?

5- Anular todo voto, boicotar toda eleição, debochar de todo político profissional dentro ou fora dos parlamentos, sindicatos, igrejas ou repartição. Jogar-lhes na suas caras ou cabeças não só vaias como, se puderem, ovos ou frutas podres que puderem jogar demonstrando seu repúdio a todos eles. Talvez isso seja a única forma ensinada por Sartre de nadificar esses pilantras e o sistema que lhes dá sustentação.

©DesProf.Peixoto
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