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"Inimigo meu: o meu colega trabalhador da educação" - o filme da vida real

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Nas Escolas Públicas, muitas vezes o inimigo do professor é "outro" professor! DesProf.Peixoto* “ Inimigo meu” é o nome de um filme do gênero ficção científica, produzido nos Estados Unidos em 1985. Assisti na sessão da tarde da rede Globo. Faz algum tempo. Mas diante dos tratamentos dispensados aos professores readaptados nas escolas públicas do Brasil e, em especial, em Rondônia onde me exilei desde 1990, vivo tratamento igual ou pior desde 20 de outubro de 2009 quando uma colega diretora e gente do grupo dela dentro da escola que lecionava história deram um jeitinho sutil e eficaz de acabar com o prazo de validade dos meus nervos e do meu controle emocional, me transformando num radicalmente “outro”, um “readaptado”. Lembrei-me então desse filme! Antigo na produção, atualíssimo na temática. O que hoje vemos e que é apresentado no filme é a mais pura realidade. Peixotofobia [no meu caso], intolerância, indiferença ao próximo, desdém, ironias burras, discrim...

‘Base do lulismo é consumo, não é política’, afirma sociólogo Rudá Ricci

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Autor do livro ‘Lulismo’ acredita que voto popular é mantido com manutenção de crédito e administração da dívida das famílias de baixa renda. Edição do dia 10/10/2012 O Supremo Tribunal Federal condenou a maioria dos réus do mensalão, incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu , o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares . Enquanto políticos petistas temem a influência do julgamento nas eleições municipais, a oposição tenta ganhar os votos dos insatisfeitos. Segundo o sociólogo Rudá Ricci , a decisão do STF influencia menos o resultado do pleito do que se imagina, porque a preocupação de parte do eleitorado é o poder de compra. “A base do lulismo é o consumo, não é a política. Enquanto tiver alguma forma de sustentar o crédito e administrar a dívida crescente das famílias de baixa renda, você ainda tem o voto popular”, afirma o autor do livro ‘Lulismo’. O historiador Boris Fausto compartilha da mesma opinião de Ricci, ...

ABSTENÇÃO, NULOS E BRANCOS DISPARAM EM SAMPA

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N a eleição para prefeito de São Paulo havia duas certezas: a chegada de José Serra no 2º turno; sua derrota final. Os sucessivos e cada vez mais insatisfatórios mandatos dos tucanos e seus aliados, no Estado e na cidade de São Paulo, saturaram o eleitorado. Com enorme rejeição, Serra jamais conseguiria remar contra esta maré. Seu eleitorado cativo só lhe permitiria levar a disputa para a prorrogação, tornando-se, a partir daí, presa fácil para o adversário. Mais: os eleitores ansiavam pelo  novo . Muito se falará sobre o talento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem para eleger postes, mas a sorte desempenhou papel importante. O espaço da novidade foi imediatamente ocupado por Celso Russomanno, beneficiando-se do prestígio televisivo e do apoio da Igreja Universal. Sua arrancada fulminante impediu que um  novo   mais consistente (e menos identificado com a velha podridão) se afirmasse. Nas duas semanas que antecederam o 1º turno...

VOTO NULO É OBRIGATÓRIO NA ELEIÇÃO PAULISTANA

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Por Celso Lungaretti H á posicionamentos díspares no PSOL sobre se os filiados devem votar nulo ou praticar o voto útil neste domingo. Como não falo pelo partido nem me considero suficientemente informado sobre o quadro nacional, vou opinar somente sobre o contexto paulistano. José Serra iniciou, como governador, a montagem de um embrião de estado policial no Estado e na cidade de São Paulo, transformados num verdadeiro laboratório de testes de fórmulas fascistizantes; votar nele é impensável . Fernando Haddad não se propôs, como candidato, a lutar contra tal escalada autoritária, nem assumiu o compromisso de exonerar imediatamente os 30 subprefeitos (de um total de 31) que são oficiais da reserva da Polícia Militar; votar nele é inútil , pois quem faz  campanha de consumo   governa como  prefeito do sistema , não como prefeito ideologicamente coerente. O PT hoje é um partido reformista. Quer apenas atenuar os malefícios do capitalismo, te...

Chico Oliveira, 76 anos, uma entrevista para reflexão

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Esta entrevista foi publicada em 17/10/2010, mas seu conteúdo continua muito atual e didático. Podemos e devemos aprender com esse grande sociólogo. No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que "Lula nunca foi de esquerda". Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é "privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu". Na entrevista abaixo, Oliveira, um dos fundadores do PT, também afirma que tanto faz votar em Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB), analisa o papel de Marina Silva (PV) e critica a entrada do aborto no debate político pela ótica da religião. Folha - Qual a sua avaliação sobre o debate eleitoral no primeiro turno? Francisco de Oliveira - Fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização... O campo de confl...