NOVO ANO LETIVO E VELHOS E MAU COSTUMES DE SEMPRE.


1. Fim do último dia, das “férias” dos ‘auleiros’ e demais ‘servo-dores’ que atuam nos zoológico-fabris, estatal denominados de “escola”. Muitos curtiram gastando todo o seu 13º salário e o restante pagando dívidas ou enchendo apenas a barriga. Poucos, muito poucos, de fato tiveram férias. Nesta minoria há muitos diretores-feitores; sindicalistas que se passam por professores; professores [as]-patricinhas [biqueiros [as] patrocinados [as] pelas esposas, maridos ou governo]; os que se endividam ainda mais; aqueles que insistem em viver de aparência; menos os que vegetam apenas com o sal-ário que ganham. Para os que não trabalham com certeza as férias foram maravilhosas!



2. Como todo início de ano letivo, este de novo começará com a semana ”pedagógica”. Momento sublime da hipocrisia educacional a começar com os sorrisinhos entre muitos dos participantes. Os que tiveram férias. As inúmeras capitãs do mato diplomadas já prepararam tudo para tão glorioso evento.



3. O script é o mesmo dos anos anteriores. Mudança apenas nos detalhes superficiais. A sua liturgia consiste no seguinte: abertura com uma palavra de fé da diretorinha de plantão. Depois a supervisora convoca a todos darem as mãos para uma oração a deus pelo ano letivo que se inicia. Para amaciar mais as pessoas presentes, especialmente os que não tiveram férias: som de musicas evangélicas e projeções de frases extraídas da bíblia ou de livros de auto-ajuda do Augusto Cury. Uma vez criado um ambiente, “maranatamente” ou catolicamente tranqüilo chega o grande momento. O momento do sermão, ápice da liturgia gospel com que se conduz a semana “pedagógica. Passa-se então, a palavra ao palestrante iluminado, contratado para a ocasião.



4. Tal qual acontece nas missas e cultos: todos escutam e ninguém ouve nada. Verdadeiros rituais de masturbação mental sem o direito, neste caso, a ejaculação precoce. Para as coisas se mantenham como sempre foram. Nada dizer; nada contra-dizer; nada criar; nada a acrescentar. Apenas tudo reproduzir; tudo concordar e tudo homologar. Culto indireto ao governo e ao Estado. Pura socialização imbecil da mesmice. Ladainha por pura ladainha. É o louvor para os acomodados, para os integrados. Horror para os atrevidos, resistente e aperreados. Odes para os pelegos na direção. Legitimação duvidosa e forçosa de suas aberrações pedagógicas antigas, travestidas pomposamente de “projeto político pedagógico”.



5. Mas é para isto que serve tal ritual. Não há surpresa, por que deveria? É um tempo usado para bem acomodar os “professores” da panela, da corte da diretora ou diretor de plantão. Para estes ficam os melhores horários, as turmas mais calminhas e de menor número de aluno e pronto! Já para os de fora: pau neles! Além de pegar o que o que a patota rejeita, tem que “vestir a camisa” da escola, leia-se: fazer o que a direção a sua patota quer, do jeito que eles querem se quiserem ali permanecer. É para isso que presta a imprestável semana “pedagógica”. O resto é faz parte da rotina. Sejam bem vindos a ela.






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