O DESAFIO DOS QUE SE TORNARAM GOVERNO


Primeiro
Conquistar o governo não é a mesma coisa que se tornar dono do Estado em que ele opera. Analogicamente, é como se os operários de uma indústria elegessem um entre eles para administrar o empreendimento no lugar do patrão. Para que o mesmo não precise trabalhar para fazê-lo funcionar. A indústria pode funcionar bem sem ele.

Segundo
A escolha dos operários não os fará deixarem de ser quem foram até agora: meros operários. Se este administrador eleito não se esquecer de quem o elegeu, poderá fazer algumas coisas boas para os companheiros eleitores, mesmo gerenciando o patrimônio alheio: o Estado. O ex-presidente Lula não conseguiu isso? Por que Confúcio não pode também conseguir?

Terceiro
Mas, dentro da mesma analogia, os operários também escolheram outros, entre os seus, para participarem da gerencia dessa indústria, alguns que já foram gerentes outras vezes, outros que se recusam admitir que já não são mais.No governo não transitam somente novos personagens. Os velhos continuam por lá: e se transmutam ou se convertem em aliados de última hora e farão de tudo para permanecer onde sempre estiveram.

Quarto
O problema é que nem todos atuam com interesses idênticos. Por isso, o administrador principal não tem liberdade plena para fazer o que bem quer a favor de quem o elegeu; que terá que entrar em acordo com os demais se quiser administrar a indústria de um jeito que os operários gostariam que administrassem. Terá inclusive de se movimentar convencendo o próprio dono da indústria que vai também querer levar vantagem nesse negócio.

Quinto

Caberão aos operários que elegeram o "colega". Neste caso, o novo administrador principal: o governador a não dormirem no ponto e fazerem sempre pressão política sobre ele. Vigiá-lo, acompanhar seu trabalho e mantê-lo, se possível, longe das ratazanas oportunistas que se aproximam dele em prol de interesses pessoais ou de grupos. Para que o mesmo possa fazer sempre mais e melhor para os que o elegeram. E não dedicar todo seu tempo e trabalho em somente agradar ao [s] dono [s] da indústria. Neste caso: o Estado. Então, eis o desafio do administrador ou governante eleito: ser leal a quem o elegeu, a quem lhes colocou no referido cargo: o povo.

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