Condenados por amar radicalmente seus semelhantes

“Amai a vossos inimigos”. (Mt.5.44)

 E pensar que na minha última encarnação fui um batistão. Sim, fui mesmo um feroz apologista da ortodoxia evangélica do tipo ligado a Convenção Batista Brasileira sempre alerta e feroz na guarda dos fundamentos cristãos na qual fui muito bem doutrinado por muitos anos da minha vida. Vi muita coisa a partir de dentro: coisas de fazermos rasgar a bíblia ou usá-la como papel higiênico! Como esse e os demais denominados cristãos, eram e são cristãos! Como amam seus "inimigos"!? Como fui bem treinado para evangelizar meus "rivais" adventistas, espíritas, xangozeiros, assembleianos, católicos, prebisterianos [que chamavámos de "primos"] e etc.. Como meu faro foi transformado em inquisidor. Ok. Passando o tempo lá dentro entre meus "irmãos" em Cristo, lembro do irmão Jetrinho: filho do então vice-presidente da PIB de Arêias-Recife/PE, o Vice-moderador Jetrão [ainda no cargo desde de então] que, após o culto, me convocou sozinho para paraticipar de uma reuiniãozinha orquestrada pelo seu amado pai. Chegando lá, eu estava só e ele, de forma bela, amável e cristã me ameaçou de espalhar boatos difamatórios contra minha pessoa dentro da denominação, caso não parasse de fazer oposição as práticas nada santas da família dele dentro da amada Igreja... É, quem bate esquece! Quem apanha, não meu amado "irmão"... Mas, houve outras presepadas que pude ver e experenciar.
Não obstante, vi coisas, ouvi outras que com o passar do tempo me fizeram por em questão todo o discurso ortodoxo que ouvia até então. E não só entre os batistas da convenção. Afinal, eu tinha amigos em outras denominações cristãs. Sartre teve razão ao dizer que a existência precede a essência. Eu pude ver isso acontecer e ainda vejo o quanto acontece dentro das Igrejas que praticam o cristianismo, do tipo, por exemplo, robson- cavalcantiano; augustus-nicodemusianos e o mais radical, o júlio-severo-cristianimo. Bem antes de fugir das garras da ortodoxia por eles representadas, eu sempre me perguntei por que minha Igreja não pagava impostos ao Estado? Quando não suportei mais as contradições internas, estendi essa e outras questões para as demais denominações cristãs: por não pagam imposto ao Estado? Ora bolas, se tal privilégio foi obtido graças aos poderosos lobbies religiosos cristãos dentro do Congresso Nacional; se as Igrejas cristãs NÃO pagam impostos como podem criticar, debochar, humilhar, diminuir, ridicularizar, ameaçar, mentir, dar falsos testemunhos, tentar converter movidos por um ódio visceral aos seus inimigos? No presente momento: os Gays? Se os mesmos pagam impostos ao Estado como qualquer brasileiro independente da sua cor, etnia, fé pessoal e gênero, enfim um cidadão comum típico desse País? Pagar tributos ao Estado; dar a César o que é de César, não é uma questão Sine qua non para que possamos ter o direito de questionar César? O Estado que se vale dele para gerir a sociedade? Não é uma das condições de nossa cidadania? Logo, como as Igrejas ou denominações Cristãs ousam em nome do seu deuses: pai-filho–espírito-santo-condenar os outros e odiar, especialmente, os que assumem amar radicalmente seus semelhantes? Esses cristãos e suas idiossicracias bobas...




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