PROFESSORES JUDAS

Este beijo, ao contrário do Judas canônico, não é de traíção a "Jesus", mas de absoluta adesão.
1. Há professores Judas em todas as Escolas deste país. No caso deste lugar chamado de rondônia, o fenômeno se sobressai. Muitos Judas daqui chamam demais atenção. Não são se preocupam com a descrição, salvos algumas poucas exceções. Talvez estes, sejam os mais perigosos. Provavelmente estarão atuando no novo próximo governo que aqui for eleito no segundo turno, se as pesquisas estiverem corretas. Não importa se o governo for do candidato Confúcio no caso do Estado de Rondônia: eles estarão lá dentro, tentando fazer o que sempre fizeram em todos os governos: dar-se bem.

2. Aproveitando o que Emir Sader diz em seu blog sobre os ex-esquerdistas, posso também me referir a certos profissionais da educação de forma semelhante. Neste caso agora, a dos professores Judas. Há muitos dentro dessa categoria profissional. São Paulo deve ser o lugar do Brasil onde deva ter mais desse tipinho de professor. Tem muito mais que Rondônia, pois para o PSDB fazer de novo o governador, só com a ajuda de muitos dos Judas que há no sistema de Ensino Público e Privado. Não que uma categoria sozinha eleja o governador, mas que ajuda ou prejudica: isto ela pode fazer. Especialmente em se tratando de uma categoria supostamente “formadora de opinião” como se acredita, digo, como, ela se ver.

3. Os professores Judas fingem o tempo todo que trabalha para formação de cidadãos críticos, mas o que faz de verdade é manter seus alunos como sempre foram caso estes sejam um bando de idiotas. Caso ele se deparem com alunos com potenciais de um bom raciocínio crítico que precisam ser aperfeiçoados, o seu trabalho é desconstruir esses alunos. É imbecializá-los o tanto quanto for possível. É fazê-los pensarem e agirem como uma Anta. Muitas das vezes, é fazê-los se parecerem consigo mesmo: um Judas dentro da escola, da família, do trabalho, por onde quer que este infeliz que foi seu aluno for. Não importa: sua grande missão é deformar o que muitas vezes chega à sua mão já com inúmeras deformações. É tomar conta de alunos como quem toma conta de preso de uma penitenciária. É subjugar impondo o uso das fardas da escola, a seguir absolutamente seus horários como se a escola fosse um mosteiro medieval; a ser testado mentalmente através de provas a cada final de bimestre, durante as ditas semanas de provas que existem em muitas escolas. É adestrar suas mentes quando usa os livros didáticos como se fosse uma bula de remédio, um livro sagrado qualquer. É distraí-los com festas cívicas, joguinhos escolares, feirinhas de cúl-turas, tudo feito conforme o santo e dogmático projeto político pedagógico da escola e etc.

4. Politicamente falando, os professores Judas têm uma grande ambição em sua vida profissional: sair a todo custo da sala de aula que tanto dizem gostar de atuar. Pura mentira! A sala de aula e a escola, na maioria das vezes, é o lugar onde eles menos querem estar. Seus lugares preferidos são aqueles ocupados por pessoas muitas vezes mais perigosas que eles: os que nunca fizeram concurso público para ali estarem, mas porque trabalharam na campanha do governador de plantão, lá estão. É no lugar deles ou perto deles que os professores Judas desejam estar. São capazes de matar a própria mãe se for necessário. Este tipinho não tem ideologia, não tem partido, não tem visão de mundo, não tem alma. Por quê? Porque ele tem a ideologia, a filosofia do poderoso do momento. O seu partido é o partido do vencedor. Não importa. Logo, não tem nada, apenas o desejo oportunista e safado de se dar bem, mesmo que fosse para atuar dentro do céu, desde que ganhassem dinheiro, muito mais que um professorzinho comum ganha.

5. Moralmente, os professores Judas são ortodoxos. Especialmente quando se trata de lidar com quem não é um Judas como eles. Para estes há tratamentos bem especiais: perseguição, assédio moral dentro do colégio; falsos relatórios para justificar a devolução dos não Judas; a sobre carga de trabalho, o trabalho em salas lotadas e apertadas de alunos; o trabalho nos dias de sábado; o isolamento, a queimação da sua reputação entre os colegas, as provocações subliminares, o desgaste físico-psicológico do mesmo, induzindo tais não Judas a mudarem de profissão, a pedirem para sair; ou pior: fazendo-os serem assimilados pelo sistema. Em outras palavras, transformando um não Judas num JUDAS que nem ele! Fora da Escola, entre seus iguais são cínicos, riem dos outros, são verdadeiras almas sebosas.

6. Precisamos aprender a detectá-los, a identificá-los e combatê-los de forma bem apropriadas. Precisamos denunciar suas práticas aos alunos. Atuar corajosamente contra o sistema que dar origem e que sustentam esses pulhas. Precisamos agir de forma diferente deles dentro da escola e do sistema como um todo. Agir de forma ácida, corrosiva. Tomar partido, ter uma ideologia e assumi-la publicamente. Defender ideais que sejam superiores em qualidade aos deles. Agirmos para que sejamos seres humanos melhores e, com nosso exemplo, ajudarmos os alunos também serem assim. Contribuir para que os alunos repudiem, sintam horror por esses Judas e o seu sistema. Que aprendam a sonhar, a amar a beleza e a justiça. Que desejem colaborar para que o mundo em que vivem sejam, no mínimo, bom para se viver para seus filhos se não conseguirem que sejam para si mesmo. Que os Judas sejam extinto o quanto for possível e que isso já comece a acontecer assim que o novo governo for montado após o segundo turno. Na imagem acima o Judas de rondônia beija o seu "Jesus" não como sinônimo de traíção a ele, mas a sua categoria. Seu beijo simboliza a babação, a bajulação, o colaboracionismo, a sua adesão, o seu "cassolismo" entranhado em sua mente pevertida. Bom seria que fosse o contrário: que o beijo fosse de traíção.


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