Não tomarás meu “santo” nome em vão!

Sobre algumas razões do texto “Professor Readaptado: professor Factótum” ter sido tirado da net


 
“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão” (Êxodo 20:7).

 
1- Hoje meus ouvidos foram violentados, violados, estuprados. A sua fala é fálica e eu, tonto, não havia me dado conta disso. Mas, temo que o ser que me estuprou sequer seja capaz de compreender o que seja isso: “fala fálica”. Duvido que compreenda, duvido que algum dia tenha lido Rubem Alves ou qualquer outro autor com a seriedade que eles merecem. Desconfio que só leia para passar em concurso e ganhar dinheiro. Não por arte, não para pensar de um jeito diferente do cardume da qual, mormente faz parte. Isso deve ser coisa de boiola deve pensar. É uma pena!

2- Fui conduzido para uma sala. Foi ordenado que os presentes ali dentro se retirassem. É para seu bem senhor! Oops! Bem de quem mesmo? Pensei baixinho. Na quase totalidade do tempo: fui silenciado com a energia penetrante da avalanche de pedras verbais de todos os tamanhos que caiu sobre mim. Eu não tinha proteção alguma. As pedradas eram “autorizadas”. Punição indireta. Um efeito do purgatório.

3- Mas, qual foi o meu pecado afinal de contas? Foi à INGRATIDÃO! Putz Fui acusado de ofender pessoas que: “gostava de mim”; “me deseja o bem”; “tinha consideração por mim”; e blá, blá, blá ,blá. Resumindo: Fui acusado de usar o nome desses seres celestiais sem permissão prévia no meu texto. “Não use meu “santo” nome em vão!” Esta foi à ameaça cristã que ouvi. Ora, não sabia que quem estava falando comigo era Deus em pessoa? E que ele era o senhor meu Deus! Sendo isso verdade: pequei meu Deus! Por favor, tenha compaixão desse cara que vos escreve agora.

4- Mas, uma, entre outras doenças da qual sofro, é o ceticismo. Como cético reluto em acreditar que quem me violentou meus tímpanos foi Deus. Deus, segundo as escrituras judaica-cristãs, é amor [1°João 4:12], logo não era ele. Senhor: era um impostor, um embusteiro que “falava” comigo. Seres que nunca leram “As Palavras e as Coisa” de Foucault. Sequer sabem que ele foi. Seres que acreditam que o desenho da casa é a casa de verdade; que a letra riscada é o risco real da letra. Seres que ainda acreditam que são “autores”, “criadores”, “indivíduos”. Se esquecendo que tais conceitos não passam de construções históricas e que no mundo em que vivemos isso é pura ideologia. Mas, não importa! O “Deus” que falou comigo hoje não é onisciente, coitado, não entende nem sequer o que esse aprendiz de escritor chinfrim que nem eu acabei de escrever, deve está bufando de ódio agora!

5- É, estou cansado agora. Preciso descansar na esperança de meus ouvidos serem restaurados. Mas, tenho dúvidas [esse meu ceticismo é fôda mesmo...]. Ninguém que sofreu algum estupro na vida volta a ficar como antes de novo! As marcas ficam! Terei que conviver com isso. Pior, tendo a ciência de que o deus que me violentou hoje faz suas merdas, age contrário do que costuma dizer e se ver como inocente. Hora senhores: não existem inocentes! Nem eu e esse deus somos inocentes. O ser divino que afirmou quase que esfregando em minha cara que era uma cristã, deveria saber o que dizem as escrituras da sua “fé”: “Todos Pecaram!”

6- Mas, quero finalizar fazendo uma confissão: eu não fiz o que estão dizendo que eu fiz. Usei de metáforas, como as que uso agora. Para dizer o que eu estou sentindo até agora: que pessoas e sistemas; pessoas que abraçam o sistema pelo dinheiro: o dinheiro pelo dinheiro, não pode dar uma de Madalena imaculada e fazer beicinho. Pior: subjugar os outros com pedradas verbais por não ser capaz de escrever uma linha como réplica ou contestação. Por se escudar em alguém supostamente superior que pode lhes defender. Por não admitir que se deixa emprenhar pelos ouvidos. Que não tem capacidade de entender o que os outros escrevem. Que não reconhece que covarde não é quem expõem o que pensa, mas quem ameaça quem expõe. Covarde é quem não dar o benefício da dúvida e dialoga para compreender o que foi escrito. O deus que afirmou para mim, quase que gritando, ser cristão, esquece o que ele mesmo disse nas escrituras no livro atribuído a TITO, cápitulo 1, verso 15: “Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro..”.

7- Teria mais a dizer, mas, cansei. Numa outra vez, se me der vontade eu escrevo mais sobre isso.

©DesProf.Peixoto



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