Por Ação Popular: Respeitem Porto Velho!!! Em época pouco distante, quando parte da Floresta vivia com a venda nos olhos, eis que de repente surgiram os Pirilampos da Ternura. Ungidos com o discurso da revolução e vestidos com a bandeira da honestidade, eles se proclamaram os obreiros que transformariam o arranjo da realidade em uma Pasárgada à margem do Rio dos Troncos. E os Bichos, encantados com a “luz” dos vaga-lumes, fizeram muita festa e se empanturraram de ilusão. Era o começo da tragédia. A Anta, o Macaco, a Cobra e o resto da bicharada, por possuírem a visão embaçada, não desconfiaram do engodo. E, com todas as forças, abraçaram o conto dos Pirilampos e pelos quatro cantos da cidade cantavam o mesmo canto: “o Povo agora dorme tranqüilo, encontramos nosso rumo, graças aos Pirilampos, a Floresta vive no prumo”. Assim, como os ratos hipnotizados pelo flautista de Hamelin, a fé cega nos vaga-lumes deixou a Mata com a esperança de que tudo seria, finalmente, difere...
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