NO MEIO DA BOIADA:HAVIA PROFESSORES:QUE HORROR!

NESTE MEIO HAVIA INÚMEROS PROFESSORES SEGUINDO SEU "PASTOR":QUE HORROR!


a→ Quinta - Feira, fim da tarde de hoje. Terminado o expediente na escola onde trabalho: fui de carona para o centro desta cidade. Desci da chamada cidade alta para a baixa. Minha intenção era comprar alguns pães com parte de meu minguado salariozinho que recebi antes de ontem. Ao se aproximar, o trânsito estava congestionado: era uma das tradicionais “carreatas políticas” que ocorrem dias antes do pleito acontecer. O primeiro turno acontecerá neste domingo, dia 03 de outubro. Não se trata apenas de pirotecnia, isto é, técnica de fins artísticos de utilizar o fogo e/ou explosivos e fogos de artifício, a fim de entreter o público. Trata-se também de chamar a atenção, de gravar na memória uma suposta superioridade, uma possível vitória. É como se fosse uma antevisão do que se quer que aconteça. Eles acreditam que quanto maior for à pirotecnia, maior é a sensação da tão desejada “profecia” acontecer: a da vitória deles é claro.

b→ Para mim que sou funcionário público, professor de história da rede estadual de ensino, readaptado, hoje trabalhando fora de sala de aula por causa do estresse excessivo e outras síndromes impostas a mim por colegas na função de diretores, vice-diretores e supervisoras desmioladas, mas altamente, obedientes, subservientes e capachos das políticas públicas postas em práticas pelo governo de plantão, tal carreata simboliza o festejo dessa política, o horror da promessa de sua continuidade, pelo o menos em tese, pois, a eleição não aconteceu ainda. Mas, por que o sentimento de horror? Pelas pessoas que vi participando dela. Quem eram elas? Muitos professores. Isto ainda me causa este sentimento e uma profunda ânsia de vômito: eca !!!

c→ A tal “carreata” pirotécnica, festiva, grandiosa, que interrompia o trânsito era do candidato-fantoche do I.C, ex-governador deste estado. Este seu “candidato”, na prática representa sua continuação, como se fosse um terceiro mandato. Ambos estavam por lá, mas ele era o que conduzia boiada,digo, o rebanho, digo, seus seguidores. Mas, a nojeira não estava ai precisamente. Estava entre quem seguia a manada: os professores que eu vi. Um deles, é diretor de escola, eu até lhe dou o meu perdão: ele precisa da gratificação que ganha, da “portaria” para viver, só não sei se com dignidade: isso é discutível. Mas, de onde eu estava, vi outros que não eram diretores, apenas professores para minha vergonha, meu asco e meu horror. Todos eles balançando “o pau” com a bandeira do I.C e do J.C. Vestidos com uma camisa amarela de algodão com o número local da besta do apocalipse, o 23; não 666.

d→ Sinto tudo isso ainda por teimosia. Pedro Demo, em seus escritos, já afirmou que, em se tratando de educação, os maiores conservadores são os próprios professores. Com raras exceções, mesmo assim, perseguida e mal tratada pela maioria da categoria, em especial, os que ocupam cargos comissionados dentro da instituição. Entre uma eleição e outra, nunca fazem a política da crítica das instituições, especialmente na que trabalha. Mentem de forma cínica e sem vergonha para si mesmo e para quem se propõe a trabalhar: os alunos. Dizem que os conscientizam! Que ironia! Que ilusão! Tais professores nem sequer precisam de carreatas para convencer os alunos a votarem no candidato da situação: fazem isso com o seu jeito de pensar e agir dentro e fora da sala de aula. Com seus exemplos.

e→ Passam um, dois, vários mandatos comendo o pão que este diabo do I.C e J.C amassou; sofrendo com as manipulações, burrices e derrotas do seu sindicato, devem como um condenado, comem mau, se veste pior ainda, foras outras tantas desgraceiras sofridas e ainda votam no cara! Fazem a campanha dele! Põe – perdão- colocam adesivos dele no carro velho que anda! Sem recompensa alguma: obedecem como cachorrinhos adestrados às asneiras ditas “pedagógicas” e outros horrores “educacionais” que os pilantras com cargos de confiança entranhados nos postos de comando da SEDUC que se passa por “técnicos”, “juristas” e “pedagogos”, meros impostores, lhes empurram de goela abaixo durante o ano letivo e mesmo assim: votam no cara? Porra! Que exemplo “maravilhoso” para os alunos! Coitados deles.

f→ Infelizmente, isso tudo foi o que se passou na minha cabeça ao ver àquela carreata que mais se parecia uma boiada sendo tocada ou um enorme rebanho seguindo o seu pastor. Como posso continuar ser tratado como “professor” vendo tal coisa? Por isso, o adjetivo: Desprofessor. Pelo o menos para me diferenciar desses. Tomara, que depois das eleições, os fatos ruins que eu pressinto, não se confirmem e que o governo que seja eleito seja para todos e eu possa sorrir sabendo que errei em meus prognósticos sombrios.

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