Sete pecados sociais

# Apesar do que está acontecendo no Japão, a vida, de várias formas, continua acontecendo ou deixando de acontecer como podemos ver na Líbia. O homem cria e sua criatura se volta contra ele mais uma vez na história. Mais isso, deixarei para refletir depois.

Agora apenas, reproduzo um texto cujo conteúdo me vi dentro dele. Nele, me descubro um pecador social. Minha sociabilidade  está deficiente e tá assim, muito mais forte, nesse tempo de falta de dinheiro, muita preocupação, canseira na mente, na alma e de incompreensões abissais que ando sofrendo. Especialmente depois de sofrer mais uma vez as consequencias de ter praticado um ou outro ou, talvez, todos eles em minha vida. Reconheço que, entre os sete pecados, cometo principalmente o de número 3, 1, 4 e o 7. O de número 01 é o principal. Esse tenho profunda dificuldade de evitar. Mas, já venho purgando. A minha vida, por enquanto, é de penitência constante. Embora, isso não seja reconhecido por pessoas que se diziam minhas amigas...

EIS O TEXTO...

Ser enfadonho, dogmático, negativo, avassalador, abusivo, passivo ou inoportuno é fatal quando o objetivo é manter boas relações. Saber jogar com as aptidões sociais é essencial para ter êxito.

Historicamente, sempre foi evidente em todas as épocas e geografias que as habilidades sociais são fundamentais para a felicidade. Desde tempos remotos, surgiram métodos empíricos para ensinar as melhores formas de se apresentar perante os outros, ao mesmo tempo em que se apregoavam as atitudes a evitar quando se pretende ser bem-sucedido na sociedade.

Os comerciantes de jade da China antiga, por exemplo, ensinavam os discípulos a captar a emoção do cliente através dos gestos e das mudanças de postura e do olhar. De acordo com o mercador, o sinal de eficácia da estratégia era a dilatação das pupilas de quem o escutava. Se estas não aumentavam de tamanho, algo estava a correr mal e o aprendiz estava a incorrer no erro crasso de se tornar indiferente ao potencial comprador.

Por sua vez, os oradores gregos concentraram-se na comunicação verbal e aprendiam técnicas de persuasão para o seu discurso soar convincente. Alguns desses métodos, como as interrogações socráticas (quando o orador coloca a si próprio questões que convidam a pensar, fingindo ignorância, primeiro, e, depois, promovendo a análise até encontrar uma resposta), chegaram até aos nossos dias. No mundo helênico, o erro mais temido era a inconsistência na argumentação.

É preciso saber vender-se

Em contrapartida, a França de Luís XIV centrou-se na arte da sedução. Durante os séculos XVII e XVIII, foram publicados livros inteiros destinados a resolver aspectos tão específicos como a forma mais adequada de beijar a mão a uma mulher. Qualquer deslize nesse tipo de pormenores condenava o infrator ao isolamento social, pois um descuido no campo da galantaria constituía, em certos sectores, a maior barbaridade que se podia cometer em público.

No século XXI, as aptidões sociais são talvez mais importantes do que nunca, pois vivemos numa civilização individualista em que a aceitação depende da forma de “vender-se”. Hoje, a popularidade não é proporcionada, como acontecia nas culturas coletivistas, por pertencer a determinada classe social ou família. Agora, cada um tem de conquistar o seu lugar ao sol. Daí que numerosos sociólogos e psicólogos estudem as razões pelas quais somos, em determinadas etapas da nossa vida, capazes de lidar facilmente com os outros, assim como os erros que nos podem conduzir, noutras ocasiões, ao ostracismo.

O psicólogo norte-americano Daniel Goleman, professor da Universidade do Illinois, formulou, em 1995, o conceito de inteligência emocional num livro de grande êxito e, passados onze anos, o de inteligência social. Em traços largos, consiste na capacidade para compreender as emoções dos outros e agir em conseqüência. As competências deste tipo são funcionais, pois servem para ter êxito na vida, mas também para fazer da vida um êxito e ajudar-nos a ser mais felizes.

São aptidões essenciais: facilitam os vínculos imediatos e permitem-nos criar relações de intercâmbio em que ambas as partes ficam a ganhar. Os indivíduos que as possuem podem ser fracos noutros aspectos, mas não cometem pecados sociais, e isso permite-lhes aproveitar os erros daqueles que se crêem fortes. A inteligência social, segundo Goleman, contribui para que os seres humanos se possam entender e se possam prever. A verdade é que as principais lacunas nas relações interpessoais se podem resumir a duas: dificuldade em entender o outro e incapacidade para antecipar as suas emoções, pensamentos e ações. Das conseqüências dessas deficiências escolhemos sete perfis que nos ajudam a perceber o que devemos fazer se quisermos ter êxito social.

L.M.



1º] Aborrecer as ovelhas

2º] Ser um dogmático

3º] Ser negativo

4º] Avassalar o próximo

5º] Maltratar para reinar

6º] Falta de identidade

7º] Ser inoportuno

Como vai a sua socialização?

SUPER 154 - Fevereiro 2011

Fonte: http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=451:sete-pecados-sociais&catid=24:artigos&Itemid=104

 
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