Bons de bico. A cantilena sem fim dos perus candidatos à prefeitura de Porto Velho

DesProf.Peixoto.
Como acreditar em candidatos a prefeitura como a de Porto Velho que falam, falam, falam e não dizem nada, especialmente em tempos de PEC 241 que limitam absurdamente os gastos públicos? Como acreditar em candidato peru que só faz glu-glu-glu e a gente não entende nada?
Eles falam muito, um sério, outro carinhoso, mas, não dizem nada de concreto! É uma verdadeira cantilena sem fim. Será que cantam para os céus? Não! Não creio que suas vozes passariam do teto do belo lar onde residem. Clamam para quem gosta de ouvir peru cantar. Esta cidade está cheia de gente assim.
Infelizmente, um desses perus irá ganhar mesmo cantando para o vazio esperando o natal chegar. Irá ganhar, não tem jeito, porque alguém ou alguns poucos privilegiados sempre ganham um peru para festejar com sua família quando o natal chegar, o resto se contenta com  galinha de gelo.
E o que esses perus tanto cantam e nada dizem? Nas suas cantilenas televisivas cantam, cantam e não dizem...
1. Como gerarão empregos? Através do agronegócio? Difícil, este ramo emprega poucas pessoas e mesmo assim tem que ser qualificadas. Através da oferta de serviço público? Duvido muito, os prefeitos acham mais lucrativos [para eles e seus grupos] terceirizar esses serviços. Terceirizar cobre custo de campanhas políticas atuais e futuras à vontade. Através do Garimpo no Rio Madeira? Este não tem poucas vagas e é monopolizado.
Vão pedir para O Gerson Costa e ao Everton Leoni outros empresários bem sucedidos contratarem? Suas empresas são, basicamente, familiares, não tem vagas para tantos estranhos.
Ah, já sei, vão aumentar a oferta de repositores nos supermercados irmãos Goncalves? Não, este trabalho é quase escravo e não paga bem.
Enfim, como irão tornar a população empregável se o sistema educacional funciona principalmente e prioritariamente para conseguirem tirarem boas notas no Ideb, provinha Brasil e outras avaliações externas e fazer apenas o prefeito e o governador aparecerem bonitos na foto e usarem este resultado nas futuras campanhas políticas? A elite desta cidade descendentes dos antigos coronéis de barrancos e aventureiros que vieram fazer fortuna só para si aqui neste lugar não tem um projeto de educação que torne os demais moradores pessoas autossuficientes. Pelo contrário, a melhor educação existe para formar tipos como a sinhazinha Mariana Carvalho. Já a pior educação...

2. Como contribuirão para baratear os custos de transporte nesta cidade? Por um acaso vão liberar qualquer pessoa que queira ser prestador de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano, através do uso de um aplicativo como o Uber? Irão também liberar o uso de bicicleta, qualquer meio de condução, para quem quer ganhar a vida transportando os outros ou pequenas bagagens? Ou manterá o sistema atual de transporte coletivo sob seu controle? Os moto-taxistas e taxistas de sempre monopolizando o setor e são violentos na defesa dos seus territórios. Tenho minhas dúvidas, pois nem de ciclovias esses candidatos falaram até agora.

3. Como ajudarão a baratear o custo da alimentação produzida na cidade? Os prefeitos anteriores investiram em fornecimento de calcário para fertilizar as terras dos produtores, mas, onde está esta produção? Nas feiras populares? Piada, não? As feiras populares são extensões dos supermercados e nada mais. Os custos dos produtos continuam altos. Não há incentivo real para a produção local e como isso será feito sem dinheiro para investir no setor depois da aprovação da PEC 241?

4. Na certeza de que nem todo mundo gosta de ser empregado e de ficar desempregado, como irão tratar os comerciantes informais? Vão estimular ou reprimir? Num contexto de PEC 241, conseguirão diminuir os custos dos médios e grandes negociantes da cidade em troca de empregos? Irão abrir mão de parte dos recursos do IPTU, por exemplo, em benefícios dos lojistas do Porto Velho Shopping e demais ruas e avenidas dessa cidade?

5. Como diminuirão o número de sem tetos existentes na cidade? Construindo mais viadutos e pontes? Ou será que construirão mais casas de pombo a preço de condomínios de luxo? Utilizarão sistema de mutirão ou darão barracões de lona para os sem tetos morarem na Praça dos Tanques? Nenhum falou bem a respeito da regularização fundiária?

Enfim, os candidatos cantam que nem peru. São incansáveis! Bons de bico! Todavia, parece que seus cantos são de pássaros que cantam apenas para demarcar território.

Um desses cantores, apesar de jovem, sorridente e de fala mansa é aloprado. E o que faz ele aloprado? É a cantilena fraudulenta que os políticos de Rondônia repetem feito um mantra insuportável da construção de duas escolas de tempos integrais, a busca insana, imbecil e cega por uma boa nota no Ideb e a ressureição da escola padrão construída pelo ex-prefeito Chiquilito Erse, “o do po”, como prêmio de consolo a um de seus mais fervorosos devotos, o C.C. Só não explica com que recursos? Só esquece-se de dizer que a busca por uma boa nota do Ideb criminaliza somente os professores e demais trabalhadores da educação se a escola dele tirar uma nota baixa. De concreto só diz que irá planejar o que fazer de fato depois de ser eleito. O canto dele quer apenas um cheque em branco. E tem como amigão o Odacir Soares que sempre foi uma benção para as oligarquias locais. Esse peru canta para quem mesmo?

Já o candidato mais velho? Que fala compassivamente, de forma elegante até e parecer sério para o povão que adora um discurso moralista não importando se seu portador é o que parece ser. Também canta que nem um peru, que canta sem parar fragmentos batidos das cantilenas vazias da cartilha do PSDB. Não diz o que vai fazer de concreto também. De concreto mesmo é seu canto elegante na TV para pajear uma jovem perua parlamentar do mesmo partido. A filha do velho oligarca Aparício de Carvalho. Sem se dá conta que ao fazer isso se contradiz quando disse no primeiro turno que não devia a grupo algum sua vitória. Deveria se retratar publicamente e admitir como bom peru que é, que basta certas oligarquias locais assobiarem que o cidadão faz glu, glu, glu, glu e glu.na hora. Como governará para a parte peba e pobre da cidade, por sinal a maioria, com o apoio de uma perua jovem que vota a favor da PEC 241? Isso ele ainda não respondeu.

Que sina desgraçada é essa a nossa que só comemos frango congelado.
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